Corretor descreve repasses do mensalão do PT
por Carlos A. Barbosa | março 16, 2010 | Hora postada: 9:10
Leio em O Globo que o corretor Lúcio Funaro revelou detalhes de como funcionava o repasse do mensalão do PT para o PL (atual PR), chefiado pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP). Segundo Funaro, o parlamentar pegou emprestado dele R$ 6 milhões em duas operações: em 2002 e 2004, ambos anos eleitorais. A dívida teria sido paga pela SMP&B, de Marcos Valério de Souza, apontado como o principal operador do mensalão. Funaro contou que, em setembro de 2002, foi procurado por um emissário do parlamentar, interessado num empréstimo para cobrir dívidas da campanha do presidente Lula. Funaro aceitou emprestar R$ 3 milhões, com juros de 3% ao mês. Com a ajuda de dois sócios, teria entregue o dinheiro na sede do PL em Mogi das Cruzes (SP).
Defesa de Dirceu diz que acusações de Funaro são ‘ilações criativas
O ex-ministro e deputado federal cassado José Dirceu negou ontem ter recebido propina em negócios do fundo de pensões Portus. Ele vinculou as denúncias à proximidade das eleições deste ano. Por meio de seu advogado, José Luís Oliveira Lima, o petista disse estranhar que um depoimento de 2005, desconsiderado pelo Ministério Público Federal no oferecimento da denúncia do mensalão, tenha vindo à tona às vésperas do pleito presidencial.
Funaro diz que recebeu proposta de propina de magistrado do TRF
Num dos depoimentos prestados ao Ministério Público Federal, o corretor Lúcio Funaro se esqueceu momentaneamente das transações do mensalão e deu informações que comprometeriam o Judiciário. Ele revelou ter sido procurado por um representante de um desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, em São Paulo. Esse emissário propôs um pagamento de R$ 300 mil, em troca de uma liminar que interessava a Funaro.
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Está no Correio Braziliense
por Carlos A. Barbosa | março 16, 2010 | Hora postada: 8:49
Tucanato organiza infantaria virtual
No laptop aberto sobre a mesa da sala de reuniões, a tela do computador revela uma infinidade de endereços eletrônicos organizados para consulta diária. De portais de grandes veículos de comunicação a pequenos blogs, tudo é minuciosamente avaliado. O homem que passa o pente-fino no enorme capital de informações virtuais é um dos mais importantes dentro da estratégia do PSDB para as próximas eleições. Eduardo Graeff, cientista político que foi secretário-geral da Presidência durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, e amigo de José Serra desde 1978, é um dos comandantes da guerra que os tucanos travarão na internet, de olho num universo de pelo menos 44 milhões de eleitores.
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Dálcio, no Correio Popular
por Carlos A. Barbosa | março 16, 2010 | Hora postada: 8:39
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Enquete
por Carlos A. Barbosa | março 16, 2010 | Hora postada: 8:35
Você acha que uma chapa puro sangue do PSDB pode vencer as eleições presidenciais? Participe, vote! Na enquete anterior em que foi perguntado se você acha que o governo concluirá todas as obras antes de Lula deixar à Presidência, o resultado foi o seguinte: 36% dos web-leitores disseram que sim e 64% que não.
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TCU investigará Censo do Interlegis
por Carlos A. Barbosa | março 16, 2010 | Hora postada: 8:27
É de Lúcio Lambranho reportagem do site Congresso em Foco que diz que o procurador do Ministério Público junto ao TCU [Tribunal de Contas da União], Marinus Marsico, pediu abertura de uma investigação na corte de contas sobre o I Censo do Interlegis, levantamento realizado em 2005 pelo Senado nas câmaras municipais de todo o país. Inicialmente, o procurador informou que iria pedir informações para a presidência do Senado, mas com a divulgação pelo site de que o Interlegis também recrutou pesquisadores por meio da indicação de outros oito gabinetes de senadores na época, Marinus resolveu encaminhar o pedido diretamente ao presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar. Como mostrou o Congresso em Foco, senadores e ex-senadores puderam indicar recenseadores entre funcionários e ex-servidores comissionados para a pesquisa nas câmaras municipais nos seus estados.
“Resolvi pedir a investigação diretamente ao Tribunal, pois já há indícios de que algo bastante errado aconteceu no censo do Interlegis. A intenção é colocar a estrutura do TCU para investigar este caso”, diz Marinus ao Congresso em Foco.
“Para a consecução de tarefa de tamanha proporção, caberia ao Senado ter adotado uma das seguintes soluções: utilizar servidores de seu quadro de pessoal ou proceder à seleção pública, onde estivesse assegurada igualdade de oportunidade a todos os cidadãos que almejassem ser remunerados pelo trabalho no Censo”, sugere o procurador no pedido encaminhado para o presidente do TCU.
Requisito para a manutenção de um contrato de US$ 25 milhões do Senado com o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento], o censo acabou privilegiando a contratação de pessoas com ligações políticas nos estados. Apesar da parceria, o BID informou que o levantamento teria sido pago inteiramente pelo Senado. Mesmo assim, os pagamentos pelo trabalho e outras despesas do censo não foram registrados no Siafi [Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal].
Além das indicações dos senadores e ex-senadores Tião Viana (PT-AC), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Leomar Quintanilha (PMDB-TO), Alvaro Dias (PSDB-PR), Osmar Dias (PDT-PR), Paulo Paim (PT-RS), Aelton Freitas (PR-MG) e Ana Júlia Carepa (PT-PA), uma sobrinha do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi contratada para o trabalho. Também fizeram o censo três irmãos do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia e um primo do então primeiro secretário e colega de partido de Heráclito, o senador Efraim Morais (DEM-PB).
“Não respondeu”
Na série de quatro reportagens sobre o censo, o site também encontrou falhas no levantamento, que segundo o Senado, custou R$ 2,7 milhões. Nos dados do censo aos quais o site teve acesso, aparecem 129 cidades onde no lugar do pesquisador o campo do arquivo contém a expressão “não respondeu”.
Outras 32 cidades tiveram questionários aplicados em novembro de 2006, sete meses após o anúncio feito oficialmente pelo Senado de que o censo fora concluído. Dessas cidades, 21 delas tiveram os próprios funcionários das câmaras figurando como pesquisadores e responsáveis pelas informações contidas nos questionários. Apesar disso, o Senado informa que todas as mais de cinco mil câmaras municipais de todo o país foram visitadas pessoalmente pelos recenseadores.
Apesar da falhas, a pesquisa recebeu referências elogiosas dirigidas pelos senadores. “A mais completa radiografia das câmaras e assembléias legislativas do país e “maior censo do mundo” foram os principais adjetivos usados pelos senadores na época da divulgação dos dados em 2006.
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De Flávia Urbano, no Observatório/DN
por Carlos A. Barbosa | março 16, 2010 | Hora postada: 8:20
Garibaldi nas mãos de Henrique
Na mais recente novela da política potiguar, a protagonizada pelo deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) e o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), surge um importante elemento de bastidor. Com suposta dificuldade financeira para bancar a campanha, Garibaldi, junto com o filho, o deputado estadual Walter Alves (PMDB), teriam procurado Henrique. O deputado prontamente se colocou à disposição para ajudar e garantiu que o senador não ficará desamparado. Com base nisso, algumas questões começam a ser feitas. Supostamente nas mãos do deputado Henrique Alves, caso o PMDB tenha mesmo que seguir integralmente para a candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ou do vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), o senador Garibaldi teria condições de impor qualquer desejo, nessas circunstâncias? Dizem que, a essa altura, Garibaldi já estaria torcendo para a prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV) não apoíá-lo e ficar com a governadora Wilma de Faria (PSB). Tudo para ter discurso para romper com o DEM e seguir unido com Henrique. Será?
Obs do Blog: O senador Garibaldi Alves já admite que o PMDB tenha candidato próprio ao governo do Rio Grande do Norte. Será um sintoma de que as coisas podem mudar no processo sucessório? Há muita coisa no ar e não é só avião de carreira. A conferir!
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Mariano, a charge do dia
por Carlos A. Barbosa | março 16, 2010 | Hora postada: 8:14
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Pesquisa Ibope: Estranho muito estranho!
por Carlos A. Barbosa | março 15, 2010 | Hora postada: 17:30
Há cerca de cinco dias o jornalista Lauro Jardim, na sua coluna Radar Online, da Veja, dizia em nota intitulada “Aflição tucana” que assessores de Serra têm procurado dirigentes da Confederação Nacional da Indústria atrás de informações sobre a pesquisa Ibope que está sendo concluída hoje, ou seja, 10 de março. A CNI previa divulgá-la na mesma semana, mas depois criou-se uma expectativa de que isso só ocorreria esta semana.
Hoje o jornalista Ricardo Noblat afirmou em seu blog que no rastro das pesquisas anteriores, a sondagem encomendada pela Confederação Nacional da Indústria deve trazer o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), cerca de cinco pontos porcentuais à frente da ministra Dilma Rousseff (PT), disse à Reuters uma fonte política. A expectativa é de que a sondagem realizada pelo Ibope -com divulgação marcada para quarta-feira- confirme o movimento capturado por outros institutos: redução da diferença entre os dois principais pré-candidatos.
Detalhe: Na semana passada falava-se que Dilma estaria tecnicamente empatada com Serra, com 1 ponto porcentual a sua frente. Será que a conversa dos assessores do governador tucano com o pessoal da CNI surtiu efeito? Estranho muito estranho!
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De Zé Dirceu, em seu blog
por Carlos A. Barbosa | março 15, 2010 | Hora postada: 15:35
Praxe é distorcer feitos do governo
A prática diária da imprensa não tem nada de apartidária. Não publica, não destaca, distorce ou minimiza as conquistas inquestionáveis do governo Lula. Veja como foram tratadas as descobertas do pré-sal, as Olimpíadas, o reconhecimento internacional do sucesso do governo no combate à crise financeira.
Por outro lado, criminaliza movimentos sociais. Todos se lembram dos episódios que envolveram o MST ano passado. E a invasão da USP? Acobertam e, quando inevitável, noticiam de forma neutra as trapalhadas dos governos tucanos, abrandando seus pontos negativos.
Como divulgam a questão das enchentes em São Paulo? A capital vive dias de caos, divulgam sem nunca mencionar que São Paulo é governada por José Serra do PSDB e por seu fiel escudeiro, Gilberto Kassab (DEM), prefeito cassado por captação irregular de R$ 10 milhões para sua campanha.
E agora o Estadão vem com essa: divulga uma pesquisa para posar de “apartidário”. Grita que o governo quer censurar e tirar a credibilidade da imprensa. Não é o governo, mas a própria imprensa a responsável pela perda de sua credibilidade.
E para fechar, um último exemplo, só para refrescar a memória da “neutralidade” da imprensa. Lembram-se como Estadão e cia. divulgaram o crescimento nas pesquisas da candidata do presidente Lula e a queda do tucano José Serra nas intenções de voto? Como bem disse o presidente do PT, José Eduardo Dutra, quando Serra for ultrapassado por Dilma, a manchete ainda será “Serra garantido no 2º turno”.
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Guilherme Arantes – Meu mundo e nada mais
por Carlos A. Barbosa | março 15, 2010 | Hora postada: 14:35
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