Editorial

O avanço neo-liberal precisa e deve ser contido, não é Rogério Marinho?

O carrasco do trabalhador, deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), não deve ter seu nome esquecido pelo eleitor brasileiro, sobretudo o eleitor potiguar. Foi ele o relator do  PL 6.787/16, do governo golpista do presidente Michel Temer (PMDB), que tratou da reforma trabalhista na Câmara.
Pra se ter ideia do quanto Rogério Marinho foi severo com o trabalhador, antes mesmo do projeto ser votado e aprovado já defendia o negociado sobre o legislado, que era o ponto central do projeto, e, ainda, se posicionava favorável sobre temas que não eram objeto da proposta encaminhada pelo governo, tais como, a terceirização e o contrato intermitente, que ele introduziu na proposta.
Agora, depois da reforma trabalhista aprovada, vitória do tucano, diga-se de passagem, eis que os efeitos começam a aparecer. A Faculdade Estácio de Sá, que é privada, aderiu à nova legislação trabalhista: está demitindo este mês 1,2 mil professores (de um total de 10 mil). Em janeiro, vai recontratar os 1,2 mil, não mais pela CLT (consolidação das leis Trabalhistas), evidentemente.
Internamente, claro e óbvio, a Estácio justifica assim o movimento: os professores ganhavam uma remuneração acima do mercado. Vai, agora, reajustá-los. Rsrsrs. Só rindo mesmo!
Agora surge a informação que num documento feito a pedido do governo neo-liberal do presidente Michel Temer, o Banco Mundial sugeriu medidas para reduzir os custos e aumentar a eficiência no setor público.
De acordo com o banco o governo gasta 13% do PIB (Produto Interno Bruto) com salários. É o maior percentual entre todos os países analisados, segundo a instituição financeira. Não é a quantidade de funcionários – o quadro é enxuto na comparação mundial. O que pesa é uma elite de servidores públicos federais que joga para cima a média salarial do setor: 83% deles residem no topo da pirâmide, onde fica a parcela mais rica da população.
Interessante é que esse estudo foi feito só com base no servidor público. Por que esse estudo não se aprofundou nos salários de ministros, de deputados, senadores, juizes, a casta da imoralidade de salários deste país varonil.
Não se iluda, caro leitor. A reforma trabalhista, com a terceirização e o contrato intermitente e agora esse estudo do Banco Mundial sobre os salários dos servidores é apenas o começo. Se Temer conseguir aprovar a reforma da Previdência, que pelo andar da carruagem vai conseguir, o próximo passo é a reforma salarial.
Aliás, o estudo do Banco Mundial baliza isso. Dias atrás a jornalista Cláudia Safatle, que mantém uma coluna no jornal Valor Econômico publicou a seguinte nota:

O governo envia ao Congresso ainda este ano um projeto de lei com a nova política de pessoal do setor público federal, que reduzirá o salário de ingresso do servidor para os padrões do setor privado. Isso significa que o salário de ingresso para nível superior da carreira de gestor (uma das 250 carreiras do Executivo), que abarca Banco Central e Tesouro Nacional, por exemplo, cairá dos atuais R$ 16.933,00 para R$ 5 mil, que é o salario inicial de um professor universitário (para quem nada muda). Nos concursos de nível médio o salário será de no máximo R$ 2.800,00. A medida, quando aprovada, se aplicará aos novos funcionários. A proposta é denominada de “modernização da gestão de pessoas” e está sendo preparada pelo Ministério do Planejamento.

Vou mais além: o governo golpista e neo-liberal de Michel Temer tem o propósito de privatizar estatais, caso da Eletrobras. Ninguém se iluda se até o final do governo golpista, caso não o detenham, ele privatizar a Petrobras, a Caixa Econômica, Banco do Brasil, entre outros. Até a Casa da Moeda já foi cogitada.

Se isso vier a ocorrer adeus concursos público na esfera federal. Porque com estatais privatizadas não haverá necessidade de concurso público.
E a classe média ludibriada de braços cruzados assistindo a caravana passar.
Só tem um jeito de barrar o avanço neo-liberal: elegendo Lula novamente presidente para revogar todas estas medidas que estão esmagando a classe trabalhadora.
A conferir!
Foto reproduzida da Internet

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