Geral, O Baú de um Repórter

O Baú de um Repórter

No dia-a-dia da Redação se aprende muita coisa. E dentre estas muitas coisas que você aprende se tem que tirar o melhor e colocar em prática. Ser jornalista é isso. O sujeito pensa que sabe tudo, mas na verdade está sempre aprendendo. Vamos ao fato:

Jornalista tem que ser crítico desde a pergunta, já dizia Alfredo Lobo

Trabalhava eu na Redação do jornal Diário de Natal. O diretor de Redação era Alfredo Lobo, um jornalista que veio do Correio Braziliense para implementar as reformas que na época o DN estava passando, desde o seu feitio gráfico até a sua linha editorial. Lobo, que já faleceu, era uma dessas pessoas muito exigente. Aprendi muito com ele, apesar de algumas divergências.

Sisudo, Alfredo Lobo costumava dizer que jornalista não pode ficar levantando a bola do entrevistado para ele cortar com as frases mais convenientes. Jornalista tem que ser crítico desde a pergunta. É verdade. Nesse tempo que trabalhei com Lobo – cerca de dois anos – aprendi isso. O repórter ao ir para uma entrevista tem que conhecer profundamente o assunto a ser abordado para na primeira resposta do entrevistado poder questionar, se for o caso. Não se pode aceitar de pronto o que o entrevistado responde. Do contrário é melhor ficar na Redação aguardando um release que já vem com a matéria pronta.

Dessas minhas poucas lembranças de Redação essa lição de Alfredo Lobo me acompanha até hoje. Me considero um jornalista questionador. Na profissão de repórter a gente tem que está pronto para os questionamentos. Não se pode ficar satisfeito com a primeira resposta do entrevistado.

Obs do Blog: O web-leitor que quiser conhecer outras memórias deste repórter é só ir em BUSCA na coluna à direita e digitar uma palavra-chave tipo Baú

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