Economia

Pochmann: Sem as reservas de dólares que Lula construiu, Brasil já seria hoje outra Argentina

Está no Blog Viomundo, de Luiz Carlos Azenha

Um dos autores do programa econômico da campanha do ex-presidente Lula, o economista Márcio Pochmann denunciou no twitter que o governo Temer está torrando as reservas brasileiras para segurar a cotação do dólar.

“Não fosse a herança benigna dos governos do PT, o Brasil estaria como a Argentina”, escreveu.

“Até agora a equipe econômica do sonho do mercado financeiro já usou 7% das reservas externas”, acrescentou.

Ainda assim “somente na semana passada, o dólar valorizou-se em 5%, apesar do BC ter gasto R$75 bilhões”, informou Pochmann.

Na manhã de segunda-feira, o dólar abriu em alta.

“O dólar iniciou hoje (18) a semana com alta de 0,65% – cotado para venda em R$ 3,7543 às 10h17. A moeda norte-americana oscila desde a semana passada, com a ação do Banco Central de anunciar mais US$ 10 bilhões em swaps cambiais (venda futura do dólar) para esta semana, após ter ofertado US$ 24,5 bilhões para conter a alta da moeda”, informou a Agência Brasil.

A bolsa acompanha o mau humor com a economia brasileira: “O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) abriu a manhã de hoje (18) em queda de 1,65%, com 69.591 pontos às 10h17. O Ibovespa fechou a semana passada também em queda, registrando índices abaixo dos 70 mil pontos, fato não verificado desde agosto de 2017. Os investidores mostram incertezas no cenário externo, como a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China e a influência do calendário eleitoral de outubro para as oscilações na Bovespa”.

Os operadores do mercado culpam pela instabilidade a possível candidatura do ex-presidente Lula e a falta de um candidato neoliberal que empolgue.

O fato é que as reformas de Michel Temer, que tanto agradaram aos consultores do Jornal Nacional, enfraqueceram o mercado interno brasileiro, ao tirar dinheiro dos mais pobres.

O cenário internacional de fato não é promissor para paises periféricos, com a alta dos juros nos Estados Unidos atraindo o capital vagabundo e paises como o Brasil inertes diante de medidas protecionistas alheias.

O que a mídia do mercado não quer que se saiba é que o governo Temer fez escolhas muito claras, com o apoio dela, como resumiu o próprio Pochmann em outro tweet:

“Sistema bancário aplica a essência neoliberal: enquanto o PIB do Brasil variou 1% em 2017, o lucro dos 5 maiores bancos subiu 33,5% com o fechamento de 1,3 mil agências e a demissão de 14,1 mil empregados bancários”.

Cada bancário desempregado é uma família a menos consumindo no Brasil.

Ironicamente, quanto mais se aprofunda a crise, mais os eleitores se lembram dos tempos de bonança em que Lula ocupava o Planalto, com sua política de conciliação de classes.

Imagem de Marcos Santos/USP imagens

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