Política

Polícia que procurou drogas na casa de filho de Lula, abafou quilos de cocaína em fazenda de tucano

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Nesta quarta-feira (11) uma busca  na casa do filho de Lula procurando drogas, onde não foi encontrado nada, mas que serve para mostrar o atual estado de perseguição contra Lula, na contramão da vontade da Polícia Civil de SP com família de Lula, arquivaram investigação contra tucano, onde foi encontrado vários quilos de pasta base de cocaína em sua fazenda.

Diário do Centro do Mundo

Em junho 2009, um caso de apreensão de entorpecentes surgiu e desapareceu de forma fulminante.

Aconteceu numa fazenda em Pontalinda, perto de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
Numa quinta feira de maio, a polícia encontrou um tambor de leite com 19 quilos de pasta base de cocaína, 515 gramas de crack e 13 cartuchos para pistola.

O dono das terras era o tucano Aloysio Nunes Ferreira Filho, então secretário da Casa Civil, hoje chanceler. O governador era José Serra, o mesmo que Aloysio substitui hoje no Itamaraty.

Em uma semana, o delegado Antônio Mestre Júnior, o “Mestrinho”, chefe da Polícia Civil na área de São José do Rio Preto, não tinha achado os culpados, mas já tinha um inocente.

Leia também: Perrella diz que não faz nada de errado além de traficar droga

“O doutor Aloysio é vítima”, garantiu à Folha. “Os criminosos escolheram a propriedade pela sua localização geográfica e facilidade de esconderam [sic] a droga ali”.

Atenção para o “doutor”. Se encontrassem essa quantidade de coisas dessa natureza no seu sítio, é muito pouco provável que você viesse a ter o mesmo tratamento. Aliás, seria preso em flagrante.

Segundo a Folha, Aloysio afirmou que não iria comentar porque poderia “atrapalhar as investigações”.

No Diário, publicação de Rio Preto e arredores, sua assessoria declarou que “foi o namorado da filha de seu caseiro, um policial militar, que suspeitou da movimentação e acionou a polícia”.

Os bandidos teriam escolhido o lugar pela fragilidade da segurança e por ser rota de tráfico internacional a partir de Paraguai e Bolívia.

Tudo foi incinerado, assegurou Mestrinho. E ponto final.

Há semelhanças óbvias com o Helicoca. Para começar, o desinteresse da mídia num assunto envolvendo políticos que não são do PT. Houve aquele registro da Folha e um abraço.

E a rapidez: no Helicoca, o delegado Leonardo Damasceno, da PF, levou menos de duas semanas para declarar que os Perrellas não tinham nada a ver com o que foi encontrado na aeronave da família.

Mestrinho, que cuidou do caso Aloysio, foi mais veloz. “Doutor” Aloysio está acima de qualquer suspeita há muito tempo.

Foto reproduzida do Falando Verdades

 

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