Editorial

Um tiro na democracia

Os ânimos estão ficando exarcerbados e já estão saindo das redes sociais para as agressões gratuitas nas ruas, inclusive, com tiros como ocorreu agora contra a caravana de Lula no Paraná. Não, não foram tiros fortuitos, foram propositais. Se tinham a intenção de atingir o ex-presidente Lula ninguém pode afirmar, mas mesmo assim há de se considerar que a ação ou as ações são da maior gravidade.

Sou contra qualquer tipo de radicalismo, seja de esquerda ou de direita. O que os ruralistas fizeram contra a caravana de Lula depõe contra a democracia, não só os tiros, mas fascistas de chicotes em punhos como foram observadas em fotos, como que açoitando um animal, são cenas que não condizem com civilidade.

Muitos dirão que o MST invade fazendas, trocam tiros, matam gados e destroem plantações. Da mesma forma não concordo! Isso é bárbarie, mas o que está se observando é que o Estado perdeu o controle, não bastasse a criminalidade reinante no país com facções de bandidos fazendo os cidadãos (ães) de reféns, agora uma briga política que poderia ser decidida nas urnas com civilidade. O voto, sim, este é a grande arma que nós temos para mudar este país.

Bom que se diga que o debate de idéias se faz salutar, mas sem agressões, até proque a democracia pressupõe isso.

Mas, voltando a questão específica dos tiros contra a caravana de Lula, agora as contrainformações. Estão dizendo que os tiros partiram da própria militância do PT. Rídiculo este argumento que me faz lembrar a ditadura militar, quando grupos paramilitares atentavam contra o patrimônio público e acusavam a esquerda que chamavam de terroristas. Vide o Rio Center no Rio, quando um atentado no show para acusar a esquerda vitimou um oficial do Exército. E mais: a tentativa de explodir o gasoduto, também no Rio, que foi abortada, para acusar os que lutavam contra o regime.

Absurda também a entrevista – me parece encomendada – da GloboNews com o ministro Edson Fachin, relator do habeas corpus do ex-presidente Lula que irá à votação no próximo dia 4. Entrevista esta reproduzida pelo Jornal Nacional em horário nobre. Há de salientar que Fachin não disse o por que nem quem ou quais pessoas estavam ameaçando a sua família. Aí, já se fala que são petistas porque o ministro já se pronunciou contra o habeas corpus.

E novamente se verificam as ilações contra o PT. Isso está criando um clima tenso que está fugindo ao controle. Absurdo se acusar sem provas. Dirão alguns: mas Barbosa você está acusando os ruralistas de terem atirado contra os ônibus da caravana petista. Direi que as fotos e vídeos são a maior prova do que estou a dizer. Queira Deus que os ânimos arrefecem e que a democracia vença o radicalismo.

A conferir!

Foto reproduzida da Internet

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