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66 jornalistas estrangeiros e mais: quem poderá acompanhar no STF o julgamento da trama golpista

Está no g1

O julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro [1] (PL) e outros sete réus terá cobertura de imprensa internacional. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF) [2], 66 jornalistas estrangeiros se cadastraram para fazer a cobertura da análise do caso na Primeira Turma.

Ao todo, 501 profissionais de imprensa estão inscritos para acompanhar o julgamento no tribunal.

A Primeira Turma da Corte tem cinco sessões marcadas para analisar o caso, nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

Público interessado

Em um procedimento inédito, o Supremo também fez o credenciamento de pessoas interessadas em acompanhar a deliberação de forma presencial.

Segundo a Corte, foram 3.357 inscrições de interessados, entre advogados e cidadãos. No entanto, como o público tem 150 lugares reservados, serão atendidos os pedidos dos primeiros 1.200 inscritos. Eles vão se revezar nos turnos da manhã e da tarde, ao longo das sessões marcadas.

O grupo vai assistir por um telão na sala da Segunda Turma, que fica um andar acima do local do julgamento.

O julgamento dos acusados de participação no Mensalão, que aconteceu no plenário do Supremo, também teve a participação do público. Mas a entrada no plenário, à época, era por ordem de chegada.

Preparativos

Já a sala de sessões da Primeira Turma passou por obras nesta sexta-feira (29) [3], dias antes do início do julgamento. Funcionários fizeram ajustes nos sistemas de áudio e vídeo, além de mudanças no telão que transmite a sessão.

Quem são os réus?

Serão julgados o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus do chamado núcleo 1, ou crucial, que reúne aqueles que são considerados os principais integrantes da suposta organização criminosa denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

São eles:


Quaisa são os crimes atribuídos a Bolsonaro?

Bolsonaro é acusado pela PGR como “principal articulador, maior beneficiário e autor” das ações voltadas à ruptura do Estado Democrático de Direito para se manter no poder mesmo com a derrota para Lula (PT) em 2022.

Os crimes descritos pelo processo são:

As penas máximas para crimes atribuídos a Bolsonaro podem levar a uma condenação de 43 anos de prisão.

Como será o julgamento?

A denúncia da Procuradoria-Geral da República será julgada pela Primeira Turma do STF [2], composta pelos ministros Cristiano Zanin, presidente do colegiado, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Se houver absolvição, o caso é arquivado e nenhuma punição é aplicada. Se houver condenação, a decisão dos ministros vai fixar a pena para cada um dos envolvidos e os efeitos civis e administrativos aplicáveis em cada caso.

A lei brasileira também prevê consequências para os réus, em caso de punição. As consequências não são automáticas e precisam estar definidas na decisão dos ministros. São eles:

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