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A carnificina na rede

http://www.youtube.com/watch?v=b1a80tYRJMA [1]

Por Cláudio Verciani, no Congresso em Foco

O vídeo é de 2007 e foi obtido pela ONG WikiLeaks através de fontes militares norte-americanas, que obviamente estão protegidas pelo anonimato.

As cenas são impressionantes e os diálogos tornam a carnificina mais cruel ainda.

O vídeo mostra como age a máquina de guerra norte-americana no Iraque, ou pelo menos como se comportam certos soldados do Tio Sam.

Entre os mortos estão dois funcionários da agência de notícias Reuters, o fotógrafo Noor-Eldeen e o motorista Saeed Chmagh. A Reuters demandou uma investigação e a resposta dos militares foi que tudo transcorreu “normalmente” dentro das regras de combate aos insurgentes.

Não é o que se vê no vídeo. Quando uma van chega ao local da carnificina, para prestar ajuda aos feridos, os soldados pedem permissão para atirar novamente. Na van estão duas crianças. A carnificina não para.

Um dos soldados chega a comemorar: “Olha esses bastardos mortos!”

A internet cumpre seu papel. O Big Brother às vezes atua às avessas.

O vídeo já foi visto por mais de 5,5 milhões de pessoas e recebeu 50 mil comentários.

A morte nunca foi bonita de se ver.

Mais informações (em inglês) e o vídeo na íntegra em: http://www.collateralmurder.com [2].

*Jornalista há 31 anos, foi editor de Fotografia do Correio Braziliense e repórter de Veja, IstoÉ e O Globo. Seu trabalho como fotógrafo já lhe rendeu vários prêmios nacionais e internacionais, como o Líbero Badaró, o Nikon Awards e o Abril de Fotojornalismo. Atualmente, é fotógrafo free lancer em Barcelona, onde co-edita a revista eletrônica sobre fotografia Pictura Pixel [3].

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