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A diplomacia da vassalagem: Flávio Bolsonaro e a submissão aos EUA

por Ricardo Noblat em seu Blog

Faltam exatos 99 dias para 4 de outubro de 2026, data em que será realizado o primeiro turno das eleições. E, justo neste momento, a política externa da extrema-direita brasileira, liderada por Flávio Bolsonaro, rende mais um capítulo vergonhoso de submissão aos interesses econômicos dos Estados Unidos.

Revelada por Paulo Figueiredo — neto do último ditador do Brasil, o general João Baptista de Oliveira Figueiredo, e assessor do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro —, uma carta de Marco Rubio, secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, volta a deixar Flávio em maus lençóis. Nela, Rubio registra a “generosa oferta” que teria sido feita por Flávio para “colocar uma equipe de transição” à disposição do governo americano, caso este se eleja presidente da República.

Ocorre que, pela legislação brasileira, a equipe de transição funciona unicamente para facilitar a passagem do governo que sai para o governo que entra. Regulamentada em 2002 por decreto do então presidente Fernando Henrique Cardoso, a lei prevê a criação de até 50 cargos comissionados para recolher dados junto a órgãos da administração pública federal, com o objetivo de preparar os primeiros atos do futuro governo.

Flávio recebeu a carta de Rubio no último dia 23. No mesmo dia, enviou ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) um pedido para participar da audiência pública sobre as tarifas propostas pelo governo Donald Trump contra o Brasil, marcada para 6 de julho. O novo tarifaço foi anunciado dois dias depois da última reunião de Flávio com Trump na Casa Branca.

Tarifaço ou “Tariflávio”, tanto faz. Flávio jura que nada tem a ver com a imposição de tarifas a produtos brasileiros. Diz que só pediu a Trump para declarar como organizações terroristas, de acordo com a legislação americana, as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Foi atendido de imediato.

Quando do primeiro tarifaço, em março do ano passado, Flávio o apoiou, assim como fizeram seu irmão Eduardo e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Além disso, quando Trump começou a bombardear barcos com drogas no Caribe, Flávio sugeriu que fizesse o mesmo com embarcações que navegam na Baía de Guanabara.

Cópias encardidas do pai, Flávio e Eduardo se comportam como vassalos de Trump. É o que de fato são.

Foto reproduzida da rede social Truth Social

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