Não queria tecer comentários agora sobre esse assunto, pois acho muito cedo e não quero ser precipitado. Mas entendo que a diretoria da Petrobras ao anunciar na semana passada que o Rio Grande do Norte terá a 12ª refinaria da estatal, gerou uma expectativa muito grande não só na classe política como também na sociedade potiguar.
De concreto, na verdade, é que será feito ainda um estudo de viabilidade dessa refinaria, a partir da ampliação e da diversificação das atividades do Pólo de Guamaré. Feito isto, e aí se constatando que é viável uma refinaria de petróleo em nosso território, é hora de comemorar. Até lá, acho precipitado. Afinal essa é uma luta de anos, desde o governo FHC, que até hoje só ficou na promessa.
Ainda na semana passada o governo do estado também teve uma boa notícia. Foi publicado o edital para contratação de uma empresa para fazer um estudo de viabilidade técnica do aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante. Também outro grande projeto de ordem estruturante para o estado. Mas ainda não é hora de se comemorar.
Vamos ser conscientes. O governo tem feito a sua parte, a classe política ídem, mas os projetos ainda estão em fase de análises técnicas. A ministra toda poderosa do governo Lula, Dilma Ruosseff [Casa Civil], candidata preferencial do presidente à sua sucessão, anda de bem com todos os governadores, até os de oposição, e por isso é preciso estar atento às promessas.
Não sejamos céticos, mas também não podemos achar que ante um simples estudo de viabilidade técnica tudo será resolvido. A própria ministra Dilma Ruosseff, na reunião que teve com a governadora Wilma de Faria e a bancada federal, disse que até o final desse mês a Petrobras deve se pronunciar oficialmente sobre a viabilidade técnica do Pólo Petroquímico. Então sejamos realistas. A estatal ainda não se pronunciou. O que houve foi, digamos, um “protocolo de intenções”.