Lamento profundamente que o Diário de Natal esteja praticamente fechando suas portas demitindo profissionais muitos dos quais tive a oportunidade e o prazer de trabalhar. Passei pelo menos 12 anos da minha vida profissional trabalhando no Diário de Natal e três na antiga Rádio Poti, hoje Rádio Clube, onde iniciei a carreira profissional cobrindo a Assembléia Legislativa. Foram anos de alegria e às vezes de tristeza, como no dia em que fui despedido juntamente com uma leva de outros tantos profissionais como ocorre agora.
Alcancei ainda a era Luiz Maria Alves, um homem conservador porém reconhecedor dos direitos dos trabalhadores. Luiz Maria Alves foi um homem que deu a vida pelo Diário de Natal, hoje fadado a fechar suas portas de uma maneira um tanto quanto melancólica. Sinto não só pelos profissionais que ali trabalham ou trabalhavam, não sei nem dizer se uso o verbo no presente ou no passado, tamanha é a tristeza que acredito toma conta nesse momento da categoria e porque não dizer dos leitores do velho matutino.
A notícia corre pela cidade e pelo estado. Repórteres e editores estão sendo demitidos a conta gotas, ao que parece. Não esperava por isso. Primeiro foi a surpresa de vê uma nota no jornal de que o seu diretor de Redação, Osair Vasconcelos, estava sendo demitido. Até aí, parecia-me uma medida apenas de contenção de despesas. Mas essa agora de que outros profissionais também estão na lista de demissões deixa uma tristeza no ar.
Repito. Lamento que isso esteja ocorrendo. Contudo, a categoria de jornalistas, a sociedade, os leitores do jornal precisam e devem ser esclarecidos sobre o que está havendo por trás dessas demissões. O Diário de Natal é um patrimônio do Rio Grande do Norte e como jornalista e como leitor do jornal espero saber o que realmente está acontecendo.