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Abin de Heleno e Bolsonaro excluiu Lula de informes sobre `ação violenta de extremistas´

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Sob o comando do general Augusto Heleno, ainda no fim do governo Jair Bolsonaro (PL), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) omitiu ao menos três informes sobre riscos de violência de apoiadores extremistas do gabinete de transição do governo Lula.

Segundo informações divulgadas por Guilherme Amado, no site Metrópoles nesta terça-feira (29), um dos relatórios que não foi enviado para conhecimento de Lula falava sobre “Perspectiva de ação violenta por atores extremistas no contexto da posse presidencial”, produzido em 27 de dezembro, dias antes do ex-presidente fugir para os EUA para não passar a faixa presidencial.

“Observam-se (…) iniciativas de espelhamento de movimentos originados no exterior e importação de agendas políticas e narrativas conspiratórias (…), o que eleva a preocupação em relação à ocorrência de incidentes como a invasão do Capitólio”, diz o texto, lembrando da invasão de apoiadores de Donald Trump ao legislativo nos EUA.

Segundo a reportagem, a Abin afirmava que os extremistas eram de “movimentos de deslegitimação do Estado e supremacistas brancos e neonazistas”.

O relatório omitido do governo afirmava que poderia ocorrer:

Heleno e Bolsonaro também omitiram do governo de transição os informes “Indivíduos envolvidos em atos de violência em Brasília/DF” e “Ameaças contra aeroportos no contexto da sucessão presidencial”, ambos de 29 de dezembro, véspera da viagem do ex-presidente aos EUA.

Foto reproduzida da Internet


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