Está no Globo
O reajuste de gasolina e diesel abaixo do esperado e as incertezas quanto à política de preços da Petrobras foram mal recebidos pelo mercado financeiro. As ações da estatal tiveram a maior queda diária desde 12 de novembro de 2008, auge da crise econômica internacional. Os papéis ordinários (com voto) desabaram 10,37%, a R$ 16,42, a maior baixa do pregão. As ações preferenciais recuaram 9,20%, a R$ 17,36, a segunda maior desvalorização. Em apenas um dia, a Petrobras perdeu R$ 24 bilhões em valor de mercado, o que a fez cair duas posições no ranking de maiores petroleiras da Bloomberg, superada pela russa Gazprome pela China Petroleum. O desempenho da petrolífera levou a Bovespa ao menor patamar em três meses, com queda de 2,36%, aos 51.244 pontos.
Em Nova York, os recibos de ações de papéis ordinários da petrolífera (as ADRs) caíram 10,92%, a US$ 14,20, na maior queda desde de dezembro de 2008. Na avaliação do governo, a Petrobras passou o dia de ontem sob ataque especulativo, com analistas traçando o pior cenário possível para a empresa. Fontes do governo reconhecem, no entanto, que o comunicado sobre a política de preços não foi claro. Nos bastidores, chegou-se a discutir até mesmo a divulgação de um novo fato relevante, mais enfático sobre a metodologia, mesmo sem a existência de gatilhos automáticos. A hipótese foi descartada.