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Ações no TSE, investigações no STF: veja os procedimentos a que Bolsonaro responde nas esferas eleitoral e penal

Está no g1

A ação no Tribunal Superior Eleitoral [1] (TSE) que tem como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro pode trazer repercussões eleitorais — como, por exemplo, tirá-lo das urnas nas eleições de 2024, 2026 e 2028. Mas esse processo não vai provocar consequências para o ex-presidente na área penal — como condenações a prisão ou a restrição de direitos.

Há, no entanto, no Supremo Tribunal Federal (STF [2]) e em instâncias inferiores da Justiça procedimentos penais que podem responsabilizar o ex-presidente por crimes.

O g1 explica abaixo quais são as diferenças entre a ação em tramitação no TSE e procedimentos criminais contra Bolsonaro, no Supremo Tribunal Federal e instâncias inferiores da Justiça.

Ações no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conta com 16 ações de investigação judicial eleitoral contra o ex-presidente Jair Bolsonaro — entre elas, a que a Corte Eleitoral julga neste momento.

Essas ações, conhecidas como AIJE, apuram condutas irregulares como abuso de poder político, econômico, uso indevido de meios de comunicação e condutas vedadas a agentes públicos.

As consequências destes processos, no entanto, são de natureza eleitoral, ou seja, não levam a prisões ou ao cumprimento de penas restritivas de direitos.

Se a ação for considerada procedente, por exemplo, o ex-presidente não poderá se candidatar a cargos públicos até 2030. Não será, no entanto, preso por isso.

Procedimentos no STF

Já no STF e na Justiça Federal, o ex-presidente tem contra si investigações e ações penais nas quais já é réu e que – se passarem pelas instâncias judiciais obtendo decisões pela condenação – podem levar à fixação de penas de prisão ou restritivas de direito.

No STF, Bolsonaro é alvo as seguintes apurações:

Neste mês, o ministro Dias Toffoli encaminhou [4], para instâncias inferiores da Justiça, as ações em que Bolsonaro é réu por apologia ao estupro e por injúria [4] contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS)

Há ainda outras apurações que podem atingir o ex-presidente. A PF investiga a tentativa de integrantes do governo Bolsonaro de liberar joias milionárias recebidas da Arábia Saudita e apreendidas pela Receita.

E também se debruça sobre gastos da ajudância de ordens da Presidência da República para pagar despesas pessoais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro


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