Às vésperas do encontro entre os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama, Brasil e Estados Unidos ensaiam um processo de articulação inédita na História das relações bilaterais. O foco é a esfera econômica e comercial.
Empresários e governos dos dois países trabalham em cinco áreas estratégicas: comércio; energia renovável; petróleo; produção e exportação de alimentos no mundo; e educação. A agenda é tão ampla que será discutida em duas etapas pelos dois presidentes: no próximo sábado e em junho deste ano, quando Dilma deverá visitar os EUA.
– A visita do presidente Obama acontece em um momento bastante favorável – diz o diretor de relações governamentais da Câmara Americana de Comércio, Eduardo Fonseca.
A ideia é estimular a maior participação de pequenas empresas: pelo menos metade das 16.820 firmas de pequeno porte dos EUA vende para o Brasil, o que garante àquele país US$5 bilhões por ano.
Na outra mão, o governo brasileiro acredita que, por meio do SGP (Sistema Geral de Preferências) americano – que permite a redução de tarifas de importação de países menos desenvolvidos -, as regiões mais pobres do país serão favorecidas nas vendas aos EUA. Hoje, 63% das exportações são do Sudeste. (O Globo)