O mês de agosto promete ser quente na política do Rio Grande do Norte. Além dos acusados pelo MPE [Ministério Público Estadual] na Operação Impacto que grampeou conversas de vereadores para derrubar vetos do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PSB), ao novo Plano Diretor da cidade em troca de propinas – 13 vereadores, um suplente, um servidor público e mais quatro empresários do setor imobiliário – serem ouvidos pela Justiça, o MPF [Ministério Público Federal] também deverá divulgar o relatório final da Operação Higia.
Deflagrada pela PF em junho último, a Operação Higia prendeu 13 pessoas na Paraíba e no Rio Grande do Norte acusadas de fraudarem licitações na Secretaria Estadual de Saúde do RN, entre elas, o filho da governadora Wilma de Faria (PSB), advogado Lauro Maia. Todos, no entanto, estão soltos respondendo em liberdade. O delegado federal que preside o inquérito que corre sobre segredo de Justiça Caio César Marques deverá concluir o trabalho em meados do próximo mês.
A Operação Higia foi fruto de uma investigação que foi iniciada ainda em 2005 pela PF em parceria com o MPF e a CGU [Controladoria Geral da União]. De 2005 até o primeiro semestre deste ano, os contratos fraudulentos somavam à mais de R$ 36 milhões.