O senador José Agripino (RN), líder do DEM, em pronunciamento nesta quarta-feira no plenário, afirmou que a audiência pública promovida pela CCJ [Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania] para debater a prorrogação da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] só fez reforçar a sua posição contra o imposto do cheque.
Participaram da audiência várias autoridades – entre elas o ex-ministro da Fazenda, deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) e o presidente da Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo], Paulo Skaf.
Agripino explicou que o que solidificou sua posição de votar contra a proposta de emenda à Constituição que prorroga a cobrança do tributo até 2011, a PEC 87/07, foram os números apresentados por Paulo Skaf segundo os quais os cerca de R$ 40 bilhões que o governo deixaria de arrecadar com o fim da contribuição seriam compensados com receitas adicionais não previstas na proposta orçamentária para 2008 que o governo encaminhou ao Congresso.