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A Advocacia-Geral da União [1] (AGU) pediu na quinta-feira (19) que a Justiça Federal amplie o bloqueio de bens de empresas e pessoas suspeitas de envolvimento no financiamento dos atos de depredação de palácios dos três Poderes no domingo (8). A AGU quer que a Justiça torne indisponíveis R$ 18,5 milhões.
Na semana passada, o juiz federal Francisco Alexandre Ribeiro, da 8ª Vara Federal de Brasília, determinou o bloqueio de R$ 6,5 milhões [2] em bens de 52 pessoas e sete empresas que financiaram o fretamento de ônibus para os atos golpistas.
Na mesma ação, a AGU ampliou a estimativa de valor inicial considerando as informações sobre os danos obtidas da Presidência da República, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal.
Os danos estimados são:
- R$ 7,9 milhões ao patrimônio do Palácio do Planalto, segundo a Presidência;
- R$ 5,9 milhões no edifício do Supremo Tribunal Federal;
- R$ 1,1 milhão, valor atualizado pela Câmara dos Deputados(O valor não leva em conta a restauração das obras de arte danificadas e destruição de presentes de representações estrangeiras)
A quantia bloqueada seria usada para ressarcir o poder público pelos danos causados às sedes dos três poderes da República. Inicialmente, o bloqueio levava em consideração danos no Senado e na Cãmara dos Deputados.
A lista de pessoas e empresas [3] foi montada com base nos registros da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de ônibus fretados, enviados à Justiça e divulgados pelo g1 com exclusividade na quarta (11).
A AGU, no entanto, incluiu nesse primeiro pedido apenas os ônibus com destino a Brasília que, em seguida, foram apreendidos transportando pessoas que participaram dos atos golpistas.
Foto reproduzida da Internet