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Alianças e questões paroquiais só se resolverão em 2010

Discursos e queixas a parte a verdade é que as alianças partidárias no Rio Grande do Norte com vistas a eleição para governador e presidente da República só serão resolvidas no próximo ano, ano das eleições. As questões paroquiais também. Não adianta ficarmos aqui e acolá especulando. É conjecturar demais afirmar que fulano vai ficar com beltrano, que beltrano vai ficar com fulano. Ainda mais num estado onde os interesses políticos-partidários se sobrepõem aos interesses do eleitorado.

O presidente Lula, por exemplo, já disse que deseja para vice de Dilma Ruosseff [ministra-chefe da Casa Civil] sua candidata à Presidência da República, o peemedebista Michel Temer, presidente da Câmara. Caso isso venha mesmo a ocorrer como ficará o PMDB no Rio Grande do Norte? Vai subir no palanque tucano ao lado do DEM ou vai mesmo repetir a aliança de 2008, com o PT e o PSB da governadora Wilma de Faria?

Alguns recados já começam a ser dados pelas principais lideranças políticas do Rio Grande do Norte, mas isso não significa dizer que as “afinidades” existem. Repito, os interesses políticos-partidários se sobrepõem aos interesses do eleitor. As vezes até os interesses pessoais.

Não custa lembrar que na eleição para prefeito de Natal tanto o PMDB como o PSB tinham pré-candidatos. Resultado: acabaram apoiando a deputada petista Fátima Bezerra. É aquele velho ditado: Política é como uma nuvem. Hoje está aqui amanhã está acolá. E o amanhã ainda está muito distante para se conjecturar.

Nem mesmo o DEM do senador José Agripino Maia tem certeza se a senadora Rosalba Ciarlini será mesmo sua canddiata ao governo do estado, que dirá as alianças que vão se formar. É aquilo, as “afinidades” enganam principalmente na política. A conferir!

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