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O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, foi à rede social X rebater as acusações de que Luciane Barbosa, a suposta “dama do tráfico amazonense”, estaria ligada à pasta, criticando a ação coordenada do jornal O Estado de S. Paulo e da extrema direita de associar, sem provas, o governo do presidente Lula ao crime organizado.
As declarações do ministro surgem em meio a uma nova ofensiva bolsonarista com o objetivo de associar, sem provas, o MDH e o ministro Flávio Dino (Justiça) a facções criminosas. A movimentação começou após reportagem de O Estado de S. Paulo alegar que Luciane foi recebida por assessores de Dino para discutir violações aos direitos dos presos [1], através de uma ONG representada por ela. Posteriormente, divulgou-se que o MDH teria pago passagens de Luciane a Brasília para participar do Encontro de Comitês e Mecanismos de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT), o que foi negado pela pasta.
A própria Luciane disse em coletiva na terça-feira que o MDH pagou sua passagem, mas a pasta esclareceu nesta quarta-feira (15) que o pagamento foi realizado a todos os participantes do evento nacional, que possuía um orçamento próprio reservado ao CNPCT.
O ministro Almeida somou sua voz às do presidente Lulo e ministros Paulo Pimenta (Secom) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), manifestando apoio a Dino, principal alvo da operação midiática de extrema direita. Explicou que o CNPCT é de competência estadual [2] e tem regulamentação própria.
Ele reiterou que não teve contato com Luciane e denunciou a tentativa de difamação contra o governo, que visa destruir as conquistas já obtidas.
“Os próceres da extrema direita brasileira não têm compromisso com a verdade nem com Brasil; não têm compromisso com o combate ao crime organizado; se valem de distorções para difamar, caluniar e destruir as conquistas do povo brasileiro”, escreveu. “Estas pessoas não irão interromper o Brasil novamente”.
Luciane Barbosa é casada com um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) do Amazonas. Ela afirmou que opositores do governo do presidente Lula estão usando sua imagem para atacar a gestão petista e o ministro Dino, e negou ser membro de facção criminosa [3].
Foto reproduzida da Internet