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Antes de pensar em fazer a CEI dos Remédios, CMN devia ter arrumado a Casa

É vero. Antes mesmo de pensar em instalar um colegiado para apurar irregularidades no armazenamento de medicamentos na gestão passada da prefeitura de Natal, os edís natalenses deveriam ter pensado em arrumar a própria Casa maculada com denúncias de corrupção e festival de eleições fora de época para Mesa Diretora. Digo isso porque tenho acompanhado os depoimentos sobre o descaso supostamente ocorrido na administração Carlos Eduardo Alves e me parece que o objetivo é incriminar o ex-prefeito.

Acho até que motivos se tinha para fazer isso, só que os nossos edís perderam essa oportunidade quando da instalação da primeira CEI da Saúde, solicitada pelo então vereador Olegário Passos, que na época fazia parte do PT. Hoje Passos está no partido da prefeita Micarla de Souza, o PV. Senão vejamos:

Convidado a prestar depoimento na nova CEI da Saúde,  instalada por proposição do então vereador Renato Dantas, após as eleições que levaram Micarla à vitória, Enildo Alves (PSB), hoje líder da alcaide no Legislativo municipal repetiu o que já havia dito e desdito na CEI anterior. Veja trechos de seu depoimento que consta do relatório final apresentado pelo então vereador Salatiel de Souza (PSB):

” Questiona ainda sobre o interesse do senhor prefeito Carlos Eduardo, em manter recursos da Saúde juntamente dentro da conta única da prefeitura, como também, informa que todas as ordens bancárias assinadas por ele em dezembro de 2002, mas precisamente às vésperas do Natal, não iria de imediato para o banco, e sim, passaria pela Secretaria de Fiananças para poder ser liberado, enviando, portanto, o malote para a Caixa Econômica Federal. Logo, afirma o senhor vereador Enildo Alves, que começou a receber reclamações dos prestadores de serviços pela falta de pagamentos. Imediatamente, foi até a Ribeira, contatou o então secretário de Finanças, senhor Jaime Dias, e ao questionar sobre a falta de pagamento foi informado que o senhor prefeito, só autorizaria o pagamento dos demais, depois que todos os servidores públicos municipais fossem devidamente pagos (…)

(…) O senhor vereador Enildo Alves, informa que ameaçou o senhor Jaime Dias de convocar uma coletiva com a imprensa e denunciar tal conduta. Ainda em seu depoimento, afirma que não é possível efetuar pagamentos, sem gerar um processo, como ainda diz que não é possível desaparecer R$ 2,66 milhões, acreditando que esteja na Conta Única do município. Para finalizar, o senhor vereador Enildo Alves, diz: “Eu não tinha autonomia financeira”, portanto explica que, só era possível efetuar algum tipo de pagamento com a autorização do secretário de Fiannças, e que em algumas situações suas ordens bancárias foram engavetadas”.

Pois muito bem: Pelo o que se observa no depoimento de Enildo Alves os fatos foram tão ou mais graves do que estes que foram apresentados para a abertura da CEI dos Medicamentos. Há de salientar, que tanto a primeira CEI da Saúde quanto a segunda acabaram em pizza. Ou melhor: A segunda sequer foi concluída. Então, se era para incriminar o prefeito Carlos Eduardo Alves por que é que os nossos edís não levaram adiante esta segunda CEI da Saúde se tinha indícios fortes para isso? Será que era porque a maioria dos vereadores davam sustentação política ao então prefeito?

Luz, câmera, ação! Quando é que o prefeito vai mesmo depor, hein?

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