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Ao chamar Sachsida para campanha, Flávio Bolsonaro ameaça futuro da Petrobras

Está no Brasil 247

A inclusão do economista Adolfo Sachsida na coordenação do plano econômico da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro explicita o alinhamento do candidato com a agenda neoliberal e de extrema-direita promovida no governo de Jair Bolsonaro. Descrito pela campanha como parte de uma “seleção de notáveis”, Sachsida ocupou cargos de destaque no governo anterior — atuando como secretário de Política Econômica e ministro de Minas e Energia —, período marcado por promessas de desmantelamento do patrimônio público e pela defesa intransigente da abertura de mercados estratégicos ao capital privado.

A escolha de Sachsida contrasta diretamente com os rumos defendidos pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem argumentando a favor da restatização de ativos privatizados e do fortalecimento do papel estratégico da Petrobras no desenvolvimento nacional.

Em sentido oposto, a presença do ex-ministro no time de Flávio Bolsonaro sinaliza a ameaça do projeto de alienação da estatal. Sachsida foi o responsável direto por liderar os estudos de privatização da Petrobras e por conduzir o processo que culminou na venda da Eletrobras à iniciativa privada.

A indicação resgata posturas públicas recentes que acendem o alerta sobre os impactos para a maior empresa do país. Em julho de 2023, o próprio Sachsida afirmou abertamente que, caso Jair Bolsonaro tivesse vencido a eleição, a Petrobras seria privatizada.

O plano de entregar a estatal ao capital privado surge mesmo em um contexto no qual a petroleira nacional registrou recorde após recorde de lucros e produção.

Foto reproduzida da Internet

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