Está no site Brasil 247
Dentre as 21 pessoas investigadas por suspeita de aliciar menores para o tráfico de drogas, justificativa usada pela Polícia Civil para realizar operação que promoveu a Chacina do Jacarezinho [1], no Rio de Janeiro, na quinta-feira, 6, três foram mortas e outras três detidas. Isso significa que a maioria das vítimas executadas pela polícia não estavam relacionadas ao caso.
Segundo reportagem do El País [2], dentre os 27 civis assassinados [3], “ao menos 13 dos mortos não tinham qualquer relação com a investigação, mas o número pode ser ainda maior porque oito corpos ainda não foram identificados, de acordo com informações da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)”.
O número de mortes na Chacina do Jacarezinho, promovida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, aumentou de 25 para 28. Apenas um policial morreu.
Nesta sexta-feira, moradores do Jacarezinho realizaram protestos contra o massacre em frente à Cidade da Polícia [4], no Rio. Durante a operação na quinta-feira, 6, a polícia realizou execuções sumárias [5]
A Polícia Civil [6] desrespeitou ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e realizou operação na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro.
O governo do Rio de Janeiro descumpriu a liminar deferida pelo ministro Edson Fachin e referendada pelo plenário da corte que proibiu operações policiais nas comunidades durante a pandemia da Covid-19, a partir da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.
A Chacina do Jacarezinho é a maior da história da cidade do Rio de Janeiro e a segunda maior da história do estado [7]. Mas as entidades de direitos humanos dizem que o número de mortos pode subir ainda mais.