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Ao romper com Fátima, Walter não deseja servir ao Estado e sim realizar um projeto pessoal com uma eventual presidência da AL

Diante do fato concreto agora oficializado pelo vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB) de rompimento político com a governadora Fátima Bezerra (PT), para realizar um projeto pessoal de se candidatar a deputado estadual e não assumir o governo e, com possibilidades reais de ser candidato a reeleição, preferindo apoiar a candidatura do prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), apoiado pelo ex-senador José Agripino Maia, maior adversário político do PT no estado, o Blog repete em editorial o que já foi publicado aqui recentemente em artigo meu. Segue o texto abaixo:

Todo político que tem no sangue o desejo de servir ao povo almeja um dia exercer o cargo no Executivo, seja de prefeito, governador ou presidente. Ao que deixa transparecer esse não é o desejo de Walter Alves que ao contrário do seu pai, Garibaldi Alves, foi deputado estadual, prefeito de Natal, presidente do Senado, ministro de Estado e, governador por duas vezes do Rio Grande do Norte. A política está na alma de Garibaldi.

Vou citar o seu primo, ex-deputado Henrique Alves, que tentou ser prefeito de Natal e governador do Rio Grande do Norte, mas não conseguiu. Duvido que numa situação como esta em que Walter Alves está vivenciando, Henrique não assumiria o governo e sairia candidato a reeleição? Nem titubearia, ainda mais com o apoio do presidente Lula em palanque. Henrique, assim como Garibaldi, é um agente político nato com sangue pulsando nas veias.

Não sei o que se passa pela cabeça do vice-governador. Já negou que deseja uma vaga no Tribunal de Contas, mas analisa a possbilidade de sair candidato a deputado estadual para fortalecer o MDB, certamente pensando em ser presidente do Legislativo. Uma pergunta neste sentido se faz necessária: assumindo o governo do estado e saindo candidato a reeleição com o apoio de Fátima Bezerra, Lula e seu pai, Garibaldi Alves, ainda mais com ministros do seu partido compondo o governo federal e tendo cerca de 40 prefeitos e mais de 300 vereadores do MDB no estado, Walter Alves não estaria fortalecendo o MDB no Rio Grande do Norte? Ou, só formar uma nominata na Assembleia Legislativa fortalece o MDB? Acredito que não!

A menos que Walter Alves não se sinta preparado para governar o estado, onde passou três anos como vice-governador, inclusive indicando cargos, se justifica essa sua hesitação. Até porque Fátima Bezerra quando assumiu o governo pela primeira vez, ganhando a eleição para o então governador Robinson Faria (PL), candidato a reeleição, pegou um estado literalmente quebrado, inclusive, com a folha de pagamento de pessoal atrasada e colocou em dia, conseguindo ainda trazer investimentos para o RN e colocando as finanças em dia. Então, o por que de Walter Alves não assumir o governo e sair candidato a reeleição?

Lembro ainda que na segunda eleição de Fátima Bezerra para o governo do RN, ela abriu mão de uma chapa genuinamente de esquerda, com Antenor Roberto (PCdoB) para atrair Walver Alves. Aliás, Walter Alves ainda vacilou para aceitar ser o vice de Fátima. Chegou a conversar com as oposições para só depois aceitar o convite da petista.

Há um velho adágio popular que diz que “Cavalo Selado só passa na sua porta uma vez”, e aplica-se muito bem ao vice-governador Walter Alves. Incertezas na política podem custar caro e traição muito mais. O eleitor não perdoa!

Foto reproduzida da Internet

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