“Ao meu pai, dedico, nesta data, meus pensamentos repletos de saudades. Agradeço imensamente por ter sido seu filho. Quanto aos meus próprios filhos, desejo que tomem o avô como exemplo para a jornada que têm pela frente nos próximos anos”
PorJosé Wilson Granjeiro
O que o filho pensa do pai
5 anos – “O meu pai é o melhor do mundo.”
10 anos – “O meu pai sabe tudo.”
15 anos – “O meu pai não é assim tão inteligente. Às vezes se engana.”
20 anos – “O meu pai está desatualizado. Ô velho chato!”
30 anos – “O meu pai, em algumas coisas, até tem razão.”
40 anos – “O meu pai saberia como resolver isso, com seu bom senso e sua experiência!”
50 anos – “Que falta me faz o papai! Eu daria tudo para que ele estivesse aqui agora. Teria aprendido muito com ele.”
O bem-humorado e, ao mesmo tempo, emotivo texto sobre os pensamentos que um filho tem sobre o pai ao longo da vida vem da sabedoria popular e sintetiza com perfeição os sentimentos que costumamos nutrir sobre a figura paterna. Achei oportuno resgatá-lo para este artigo sobre o Dia dos Pais, que no Brasil comemoramos no segundo domingo de agosto.
A data varia pelo mundo afora, mas aqui seguimos tradição iniciada em 1953. Na verdade, a comemoração teve origem em tempos bem mais remotos. De acordo com pesquisas históricas, remonta há mais de 4 mil anos, quando, na antiga Babilônia (atual Iraque), um jovem de nome Elmesu moldou em argila o primeiro cartão para desejar sorte, saúde e longa vida ao pai.
Não sei se a história é lenda ou se ocorreu de fato, mas tanto faz. O que importa é homenagear o homem a quem devemos nossa passagem pelo mundo, com todo o carinho que ele merece. Por isso, começo lembrando o meu pai, que já nos deixou há muitos anos, e cujo principal legado foi o caráter e a dedicação à família. Ele construiu um lar e deu aos filhos a possibilidade de vencer os desafios por meio da educação e do trabalho honesto.
Seu Zuza, meu pai, foi um modesto comerciante do interior do Rio Grande do Norte. Um dia, ele teve a visão de um futuro melhor em Brasília. Decidiu, então, migrar para a nova Capital, plano que concretizou no fim dos anos sessenta. Aqui, trabalhou na construção civil. Pai de sete filhos, somente em 1970 pôde trazer a família para junto de si e dar sequência à saga de tantos humildes pioneiros que vieram para cá e aqui ficaram para sempre.
Ao meu pai, dedico, nesta data, meus pensamentos repletos de saudades. Agradeço imensamente por ter sido seu filho. Quanto aos meus próprios filhos, desejo que tomem o avô como exemplo para a jornada que têm pela frente nos próximos anos.
Obs do blog: José Wilson Granjeiro é colunista e escreve para o Congresso em Foco. O texto acima foi transcrito do referido site.
Dedico este texto ao meu querido e velho pai, Francisco das Chagas Barbosa (in memoriam)