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O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) afirmou, nesta sexta-feira (15), que está preocupado com a instabilidade no Ministério da Saúde [1]. O comunicado foi divulgado após a exoneração do ministro Nelson Teich [2], que ficou menos de um mês no cargo.
O texto declara que “não é o momento de jogar mais dúvidas neste cenário, que tem infligido tanta dor, sofrimento e morte aos brasileiros”.
“A instabilidade e a falta de ações coordenadas e claras são inimigas da saúde e da vida”, diz o comunicado.
O órgão reforça a gravidade da situação – até esta sexta-feira, o Brasil já registrava mais de 14 mil mortes causadas pela Covid-19 [3]. “Estamos diante da maior calamidade na saúde pública, com o maior número de mortos de nossa história recente”.
Exoneração de Teich
Em nota, o Ministério da Saúde informou que Nelson Teich pediu para deixar o cargo. Assessores da pasta, no entanto, disseram que ele foi demitido.
Teich tomou posse em 17 de abril, [4] menos de um mês após substituir Luiz Henrique Mandetta [5]. Assim como seu antecessor, também apresentou discordâncias em relação às medidas de combate ao coronavírus defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro. [6]
Nos últimos dias, o presidente e Teich tiveram desentendimentos sobre:
- o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19 [7] (doença causada pelo vírus) – Bolsonaro quer alterar o protocolo do SUS e permitir a aplicação do remédio desde o início do tratamento;
- o decreto de Bolsonaro que ampliou as atividades essenciais no período da pandemia e incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica;
- detalhes do plano com diretrizes para a saída do isolamento. O presidente defende uma flexibilização mais imediata e ampla.
Teich foi ao Palácio do Planalto nesta manhã para uma reunião com Bolsonaro. Em seguida, ele voltou para o prédio do Ministério da Saúde. A demissão foi anunciada logo depois.