O CNJ [Conselho Nacional de Justiça] decidiu punir com aposentadoria compulsória o ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça] Paulo Medina e o ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2º Região José Eduardo Carreira Alvim. Eles são acusados de vender sentenças para a máfia dos caça-níqueis e, por isso, receberam a mais alta punição administrativa da magistratura mesmo punidos, ambos terão direito a salário integral, pois têm mais de 35 anos de contribuição.
Medina receberá R$ 25.386,97 mensais, enquanto Alvim sai com remuneração de R$ 24.117,62. Foi a primeira vez que o Conselho Nacional de Justiça julgou e condenou um ministro do STJ. Em decisão unânime, os 15 conselheiros entenderam que os dois magistrados, processados no STF [Supremo Tribunal Federal] por corrupção e prevaricação, desrespeitaram a Lei Orgânica da Magistratura, que determina a manutenção de “conduta irrepreensível na vida pública e particular”. Ambos foram investigados pela Operação Hurricane [Furacão], da Polícia Federal, em 2007. (O globo)
Análise da Notícia
Um verdadeiro absurdo, pra não dizer aberração essa “punição”. Uma aposentadoria com gordos R$ 24 mil por mês quem não deseja? Só o mais perfeito imbecil acreditaria que isso é punição.E olha que os dois magistrados praticaram corrupção e prevaricação enquanto homens públicos. Aonde vamos parar? Isso não tem o menor cabimento! A sociedade precisa se mobilizar, assim como fez com o Projeto do Ficha Limpa, aprovado no Congresso, para evitar que outras aberrações desse tipo venham a ocorrer no Poder Judiciário brasileiro. Pra quem não se lembra, Paulo Medina foi aquele mesmo que concedeu um habeas corpus a Carlos Faria, irmão da então governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB), para que ele não depusesse no caso do Foliaduto – desvio de R$ 2,5 milhões dos cofres públicos para pagamento de “bandas fantasmas” em carnavais no interior do estado -, na época em que ia depor pela primeira vez sobre o rumoroso caso.