Está na Fórum
Aconteceu nesta terça-feira (9) o que o deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) [1] e o senador Sergio Moro (UB-PR) [2] mais temiam: parlamentares aprovaram por unanimidade um requerimento para convidar o advogado Rodrigo Tacla Duran [3] a depor na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara.
De autoria do deputado federal Rogério Correia (PT-MG) [4], o pedido para que Tacla Duran vá á Casa vem após uma série de requerimentos serem derrubados por articulações entre Dallagnol, Moro e bolsonaristas. A ideia é que o advogado detalhe as denúncias que fez recentemente à 13ª Vara Federal de Curitiba dando conta de que foi vítima de extorsão do ex-procurador e ex-juiz da operação Lava Jato.
Duran, que atualmente vive na Espanha, acusa a dupla de venda de sentenças e, ainda, de ter sido extorquido em R$ 5 milhões para que ele pudesse obter benefícios em acordos de colaboração com a Lava Jato e, assim, se livrar da prisão.
A partir dessas denúncias, o juiz Eduardo Appio, titular da 13ª Vara Federal, encaminhou o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF) e Polícia Federal (PF), que agora investigam Moro e Dallagnol por, supostamente, integrarem uma organização criminosa [5] que agia extorquindo alvos da operação.
Em março, Appio revogou a ordem de prisão contra Tacla Duran que havia sido decretada em 2016 pelo então juiz Sergio Moro no âmbito da Lava Jato. A decisão do novo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba se deu após o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, suspender 5 ações penais ligadas à operação, sendo que uma delas envolvia Duran, que atuava como advogado da Odebrecht.
Após as denúncias em depoimento a Appio, Duran passou a integrar o Programa Federal de Proteção a Testemunhas, uma vez que o juiz entendeu que envolve acusações contra pessoas que possuem “grande poderio político e econômico”.
Foto: Brasil 247