O título aí acima eu “roubei” de uma leitora do Blog do Noblat, onde ela comentava o caso Paula, a brasileria supostamente agredida por skinheads na Suíça. O comentário foi feito antes do carnaval. Mas propositalmente deixei para fazer um outro comentário sobre um outro assunto só agora, aproveitando a deixa da leitora do Noblat.
Dizia ela que “jornalista trabalha com os fatos que dispõe naquele momento”.
(…) Jornalista não tem poder de polícia. Tampouco dispõe de apetrechos sofisticados para perícia criminal. Conta somente com o bom senso e a confiança da fonte (…)
Onde quero chegar? Dirão os leitores! Quero chegar na matéria que postei no dia 26 de janeiro, portanto, nesta quinta-feira (26) está fazendo exatamente um mês, sobre uma investigação que a Polícia Federal fez sobre a prefeita de Natal (RN), Micarla de Souza (PV) e seu marido Miguel Weber, sobre um suposto envolvimento do casal na compra ilegal de moeda estrangeira. Aliás, investigação essa que já se transformou em processo e que se encontra na 2ª Vara Federal da 5ª Região, em Recife (PE).
No inquérito policial aberto pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte, objeto da investigação, e que leva o número 551/07, e encaminhado à Justiça, consta algumas interceptações telefônicas. O documento faz parte da Operação Escambo II, não revelada pelo Ministério Público Federal.
Pois muito bem! Amanhã (26), como disse, está fazendo um mês que postei a matéria com base em informações que obtive de pelo menos duas fontes, uma delas inclusive oficial e uma cópia de um relatório, e não vi uma linha sequer em colunas, blogs ou matérias de jornais locais falando sobre o assunto.
A leitora do Noblat tem razão quando diz que “informação é mais ou menos como uma nuvem. Você olha e ela se parece com um coelho, você, então, descreve um coelho. Se mudar depois, e se parecer com outro bicho, aí é sua obrigação mudar também”.
Bom, até o momento a informação que obtive das minhas fontes continuam parecendo com o mesmo bicho, talvez uma borboleta. Portanto, não tive motivos ainda para mudar o nome do bicho. Agora não custa lembrar aos leitores que na época Micarla e Weber não estavam ainda na qualidade de réus, apenas sendo investigados. Talvez a nuvem já tenha mudado de formato. Confesso que não sei.