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Aqui e acolá se fala em compra de sentença no RN. E por falar nisso…

Ninguém mais falou sobre o processo 78223, que se encontra no STJ [Superior Tribunal de Justiça], cujo relator é o ministro Hamilton Carvalhido, que assumiu a relatoria do habeas corpus impetrado pelo advogado do então secretário-chefe do Gabinete Civil do governo do Rio Grande do Norte, Carlos Faria, irmão da governadora Wilma de Faria (PSB), após ser intimado pela Justiça para depor sobre o caso do foliaduto – pagamento de bandas fantasmas no valor de mais de R$ 2 milhões, através da FJA [Fundação de Cultura José Augusto]. Na época, Faria foi acusado pelo MP [Ministério Público] de ser o “mentor intelectual” do desvio do dinheiro.

Volto a tocar no assunto porque agora mesmo o ministro Paulo Medina, afastado do STJ acusado de vender sentenças para beneficiar casas de bingo e de jogos de azar no Rio de Janeiro, foi quem acatou o habeas corpus impetrado pelo advogado de Carlos Faria, no caso do foliaduto. Não estou aqui dizendo que Medina teria se vendido para acatar o habeas corpus. Mas é muita coincidência que justamente ele, acusado de vender sentenças, tenha sido o ministro escolhido para receber o habeas corpus, até hoje não julgado. E que por isso o processo continua parado na Justiça do Rio Grande do Norte. Daqui há pouco prescreve e ninguém será acusado de desviar dinheiro público. Por que será que não se fala mais nisso, hein?

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