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Aras tentou proteger Meyer Nigri no inquérito sobre fake news e ataques à democracia

Está no Brasil 247

Novos desdobramentos no caso envolvendo o empresário Meyer Nigri e a Procuradoria-Geral da República (PGR) trazem à tona revelações surpreendentes sobre tentativas de obstrução da investigação. Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) indicam que o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, teria tentado barrar um inquérito após solicitação do empresário, levantando questões sobre interferência indevida no sistema de justiça, segundo revela reportagem do jornalista Aguirre Talento [1], do Uol. Meyer Nigri, dono da Tecnisa, foi um dos primeiros apoiadores de Jair Bolsonaro e um dos responsáveis pela indicação de Aras à PGR. Com Bolsonaro no poder, ele pretendia legalizar os cassinos no Brasil.

Após a PF deflagrar uma operação contra Meyer Nigri sem conhecimento prévio da PGR, o órgão teria supostamente tentado enterrar a operação e anular suas provas. A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 9 de setembro, solicitando a anulação das buscas contra os empresários e o trancamento do caso. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, rejeitou o pedido.

No dia 20 de setembro, Lindôra Araújo se manifestou novamente contra o compartilhamento das provas do caso com o STF, em mais uma tentativa aparente de barrar a investigação em curso.

Mensagens trocadas entre Meyer Nigri e Antônio Rios Niko Palhares, um assessor da PGR, revelam um contato frequente e preocupante entre o empresário e o órgão responsável pela aplicação da lei. Além disso, as mensagens também apontam o compartilhamento de informações falsas de teor bolsonarista entre eles.

Em um momento específico, durante uma viagem de Nigri a Brasília, Palhares ofereceu-se para buscá-lo no hotel utilizando o carro oficial da PGR. Contudo, o empresário expressou preocupação quanto a possíveis problemas decorrentes dessa ação.

De forma ainda mais intrigante, Palhares também agendou uma reunião entre Meyer Nigri e a vice-procuradora-geral Lindôra Araújo. Essa reunião, que ocorreu em abril de 2022, torna-se relevante, visto que o empresário havia tentado se encontrar com o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, durante sua visita a Brasília. Entretanto, Aras estava fora do país em uma viagem no momento.

Em uma mensagem de áudio enviada em 17 de abril de 2022 a Meyer Nigri, Antônio Palhares, assessor da PGR, mencionou: “Estava para conversar com o senhor para ver a sua agenda. Porque tem um convite para o senhor comparecer à PGR, com a procuradora em exercício, doutora Lindôra. E o PGR, seu Augusto, me mandou uma mensagem ontem dizendo para ver a sua agenda como está, para mim poder marcar com doutor André, que é o secretário do doutor Augusto.”

Essas revelações levantam sérias questões sobre a independência e imparcialidade do sistema de justiça brasileiro, uma vez que aparentemente há tentativas de influenciar e obstruir investigações em curso. O caso continua a ser acompanhado de perto pela sociedade e pelo sistema judicial brasileiro, à medida que mais informações vêm à tona.

Foto reproduzida da Internet

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