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reso pela Polícia Federal (PF) [1] na tarde de quinta-feira (3) em Santarém, no Pará, o fazendeiro bolsonarista Arilson Strapasson, que havia ameaçado matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva [2], ganhou liberdade após participar de audiência de custódia e foi solto na noite de sexta-feira (4).
Ao expedir a soltura de Strapasson, a juíza Mônica Guimarães, impôs uma medida cautelar determinando que o bolsonarista fique proibido de se aproximar de Alter do Chão, balneário a 37 km da zona urbana de Santarém, pelos próximos 10 dias.
Isso porque Lula, alvo da ameaça, chegou à cidade paraense na sexta-feira para participar de evento prévio à Cúpula da Amazônia, que será realizada em Belém a partir de segunda-feira (7), e passará o final de semana em Alter do Chão.
Ligado ao garimpo e golpista confesso [3], tendo participado da invasão às sedes dos prédios dos Três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro, Strapasson possui casa em Alter do Chão. O imóvel foi alvo de operação de busca e apreensão da PF.
“Ele (Arilson) deve permanecer em Santarém para resolver essa questão. A Justiça entendeu que não havia motivo para manter a prisão porque não houve comprovação de que meu cliente tenha de fato feito a ameaça de atirar no presidente. O que houve foi uma denúncia que deverá ser investigada”, disse o advogado do bolsonarista, Renato Martins.
Quem é Arilson Strapasson
O bolsonarista Arilson Strapasson, preso na última quinta-feira (3) por ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Santarém (PA), já recebeu mais de R$ 625 mil em multas por crimes ambientais.
O pecuarista – que tem ligações com o garimpo e com grilagem de terras – já recebeu duas multas altíssimas por desmatamento na Amazônia.
A primeira penalidade foi no valor de R$ 235 mil, registrada ainda em, 2015 e a outra foi de R$ 390 mil, emitida em 2020. As informações são do G1. O Ibama não confirmou se o bolsonarista pagou os débitos.
Em depoimento, Arilson confessou à Polícia Federal já ter trabalhado como garimpeiro na Amazônia.
O fazendeiro também confirmou ter invadido o Congresso durante a tentativa de golpe de estado no 8 de janeiro, e confirmou ter doado dinheiro para os acampamentos golpistas em Santarém. Segundo seu depoimento, ele deu pelo menos R$ 60 mil para os manifestantes.
De acordo com a Polícia Federal, Arilson havia questionado em uma loja de bebidas se alguém conhecia o paradeiro do presidente Lula.
“O homem teria dito que daria um tiro na barriga do presidente e perguntado aos presentes se sabiam onde ele se hospedaria quando fosse ao município”, disse a Polícia Federal, em nota. “O inquérito foi instaurado após uma das testemunhas realizar uma denúncia logo após o ocorrido”.
Foto reproduzida da Fórum