Está no g1
Um militar foi parado, na noite de segunda-feira (15), em uma blitz da Polícia Militar [1] em Taguatinga [2], no Distrito Federal, com uma arma atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme apurado pela GloboNews.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que o homem estava com a arma institucional e outra, que estava sem a documentação no local. Por não estar com o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), a conduta foi considerada pela Polícia Civil como irregular, conforme a Lei 10826/2003.
Estácio Leite da Silva Filho foi levado para a 21ª Delegacia de Polícia e depois foi liberado. A 17ª DP deve investigar o caso e a ocorrência foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF [3]).
Não há informação sobre quem entregou a arma de Bolsonaro ao militar. O g1 [4] tenta contato com a defesa do ex-presidente e de Estácio Leite da Silva Filho.
➡️ Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar humanitária [5], medida autorizada pelo STF em razão de seu estado de saúde.
🔎 Na decisão judicial que condenou Jair Bolsonaro não consta ordem de entrega de armas de fogo pelo ex-presidente.
A PM disse que a abordagem foi realizada na noite de segunda-feira (15), na DF-001, em Taguatinga. O militar do Exército Brasileiro conduzia um veículo oficial.
No veículo, foram encontradas:
- uma arma institucional regularmente portada;
- uma segunda arma de fogo no interior do veículo. O homem informou não possuir a documentação e declarou que o armamento pertenceria a outra pessoa.
Segundo apurado pela TV Globo, o homem disse, no boletim de ocorrência, que o armamento pertencia a Bolsonaro e se identificou como sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Ainda segundo o boletim de ocorrência, o homem disse que o armamento foi entregue para ele por causa de uma pane. Ele relatou aos policiais que retirou a arma na segunda (15), para fazer o reparo necessário, e que ela seria devolvida nesta terça-feira (16).
O que diz a PM
“A Polícia Militar do Distrito Federal informa que, durante abordagem realizada na madrugada desta segunda-feira (15), na DF-001, Km 79, em frente ao Tag Park, em Taguatinga, um militar do Exército Brasileiro que conduzia veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser encontrada, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo.
Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP.
A identificação da propriedade, origem, regularidade e eventual vinculação da arma apreendida a qualquer pessoa dependerá da análise dos órgãos competentes, especialmente das autoridades responsáveis pela investigação.”
O que diz o GSI
“Sobre o assunto, informamos que o GSI não realiza a segurança de ex-Presidentes, incluindo o senhor Jair Messias Bolsonaro.
Os servidores à disposição dos ex-Presidentes são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados operacionalmente ao GSI, conforme dispõem a Lei Nº 7.474, de 8 de maio de 1986, e o Decreto Nº 6.381, de 27 de fevereiro de 2008.
Informamos ainda que, de acordo com o decreto supramencionado, o GSI oferece a capacitação e a avaliação de servidores e de condutores de veículos, que integram a segurança dos ex-Presidentes da República. (Portaria GSI/PR Nº 136, de 20 de setembro de 2024).”
Foto reproduzida da Internet