No clima da copa sem ser “Pacheco”
Como todo bom brasileiro já estou no clima da Copa 2010. Afinal, no Brasil duas coisas páram a Nação: Carnaval e futebol. Mas aviso logo que não sou nenhum “Pacheco alucinado” que acredita que por sermos pentacampeões mundiais estamos com a bola toda. Nada disso, a nossa bola tá mais para uma Jubulani do que para uma “redonda”, daquelas que Pelé, Sócrates e Zico tratavam com tanto carinho.
E como todo bom brasileiro também sou “técnico”. Gosto até de bater as minhas peladas. É verdade que já pendurei as chuteiras, mas ainda arrisco de vez em quando bater uma bolinha. Bom, mas estou aqui falando como “técnico”. A seleção de Dunga não me agrada. Aliás, acho que não agrada a pelo menos 90% dos brasileiros. Trata-se de uma seleção pouco técnica prncipalmente em seu meio de campo. Dunga costuma falar que joga atrás de resultados. Isso é óbvio! Todo técnico pensa assim. Mas podia aliar o resultado a técnica. Por que não? Jogar atrás de resultados com jogadores com pouca ou quase nenhuma habilidade técnica pode ser um mau negócio.
Lembro com saudades da seleção de 1982 com Zico, Sócrates, Falcão e companhia sob o comando do saudoso Telê Santana. Aquilo sim era o que se podia chamar de seleção. Exceto o centro-avante Serginho – por sinal um digno ponta-de-lança -, o escrete canarinho só tinha craques. Júnior, Oscar, Luizinho, Cerezo, somados as feras que já falei jogavam muito e bonito. Dava gosto da gente vê. Ouso até a falar que superou a famosa seleção de 70, que ganhou o Tri com Pelé e companhia. Muitos dirão: Mas a seleção de 82 não ganhou a Copa? E daí? Mas mostrou ao mundo como se joga o futebol arte.
Voltando a seleção de Dunga, ao vê-la jogar só trás mais saudades ainda do escrete de Telê Santana. Posso até está errado como muitos milhões de brasileiros que pensam como eu – e espero que sim -, mas o Brasil dificilmente será campeão do Mundo. O futebol apresentado pela seleção de Dunga nas eliminatórias corroboram o que estou dizendo. Um futebol medíocre que joga para resultados sem o brilhantismo do verdadeiro futebol brasileiro.
O brasileiro gosta de vê sua seleção dá show. Não importa se a gente perca – caso da seleção de Telê -, mas o importante é que os nossos jogadores mostrem qualidade técnica. O futebol brasileiro é arte e Dunga quer transformar os nossos jogadores numa máquina defensiva para garantir resultados. Se o Brasil estiver ganhando de 1 a zero ele – Dunga – é capaz de mandar seus jogadores recuarem para garantir o resultado. Isso é a seleção de Dunga nada comparável a de Telê Santana.
É duro dizer, mas quem pode apresentar esse futebol arte que tanto o brasileiro admira é a seleção Argentina comandada pelo ex-craque Diego Maradona. Talento os potenhos têm. Resta saber se o conjunto vai funcionar. Espero siceramente vê uma Argentina dando show de bola e torço para que não a encontremos pela frente. Mas como o Brasil costuma se superar diante da Argentina, quem sabe num eventual confronto Dunga não está certo?