– A reforma tributária encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo Lula, ao contrário dos alardeados aspectos positivos – simplificação, desoneração, racionalização – vai elevar a carga tributária do povo brasileiro, concentrada na média empresa, classe trabalhadora e classe média. É que o imposto que postula criar, sob o nome pomposo de IVA – Federal [Imposto sobre Valor Agregado], incide sobre circulação de bens e prestação de serviços, coexistirá com o IPI [Imposto sobre Produção Industrial], o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] e o ISS [Imposto Sobre Serviços].
Vai aumentar o conjunto de impostos indiretos e, por conseqüência, a regressividade da tributação, apenando os consumidores de mercadorias e serviços, pois, embora os contribuintes desses tributos sejam componentes da classe empresarial, a realidade é que os valores recolhidos vão compor os preços finais de bens, sendo trasnferidos para quem os consome no processo econômico, é o que diz Osires Lopes Filho, ex-secretário da Receita Federal, em artigo publicado no Congresso em Foco.