As conversas políticas visando as eleições do próximo ano em Natal estão acontecendo e certamente não são no corredor da folia sob a luz dos holofotes [Carnatal]. Nos bastidores é que se planejam os entendimentos, os apoios, as alianças, enfim, os conchavos objetivando a uma candidatura majoritária municipal em 2008.
Já tivemos oportunidade de falar sobre “as conversas” de políticos no Carnatal aqui neste espaço. O que se pode deduzir é que as conversas, certamente “etílicas”, são esquecidas no dia seguinte com uma bela de uma amnésia alcoólica, o que é natural em se tratando de um evento carnavalesco.
A imprensa tenta mostrar, ou pelo menos retratar, que os políticos aproveitam o Carnatal para “conversar”, amarrrar futuros acordos, mas isso não reflete a realidade. O Carnatal é uma vitrine, e todo político que se preza gosta de estar sob a luz dos holofotes. Sendo assim, mas do que normal encontrar juntos no Carnatal políticos de diversas matizes e ideologia brincando juntos, afinal, o Carnatal não deixa de ser uma confraternização, e isso já basta para especulação.
Na verdade, candidatura posta a prefeitura de Natal até agora, ao que se sabe, é a de Micarla de Souza (PV), que anunciou esta semana sua intenção de disputar a sucessão do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB). A do deputado Rogério Marinho (PSB), embora faça um esforço danado para dizer que é o candidato do PSB a prefeito de Natal no próximo ano, ainda não passa de uma intenção.
Já a deputada Fátima Bezerra (PT), tenho informações seguras de que ela desistiu do projeto de sair candidata a prefeita. Já falei também sobre isso. Fátima teria apresentado três nomes ao prefeito Carlos Eduardo Alves para substituí-la: o deputado Fernando Mineiro, o ex-deputado Júnior Souto e a secretária municipal de Planejamento e Finanças, Virgínia Ferreira. O prefeito optou pelo o da sua auxiliar em caso de vir apoiar um nome do PT à sua sucessão.
No PMDB, conversando com o senador Garibaldi Alves, ele me disse que o processo de sucessão municipal em Natal já tem uma discussão interna no partido, e que reconhece que sendo eleito presidente do Senado, isso vai pesar podendo haver um ânimo novo no PMDB de lançar candidatura própria à sucessão municipal. “Não posso fazer, no entanto, caso se concretize a minha eleição para presidente do Senado, um trampolim para candidatura própria do PMDB a prefeito de Natal, porque, inclusive, estou sendo apoiado por forças divergentes no estado, mas com certeza isso dará um novo ânimo ao PMDB”.
O deputado João Maia, presidente estadual do PR, também se articula nos bastidores querendo encontrar um candidato para apoiar a prefeito de Natal. O mesmo aconterce com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Robinson Faria (PMN). O DEM do senador José Agripino ainda avalia se deve ou não sair com candidatura própria. Enfim, as coisas estão ocorrendo nos bastidores e não a luz dos holofotes no corredor da folia.