Trecho de um artigo de Marcos Coimbra publicado no Blog do Noblat analisando as eleições municipais em SP
– Enquanto o meio político concentra sua atenção na CPI do Cachoeira e no julgamento do mensalão, as eleições municipais avançam. Em alguns lugares mais, outros menos, já estão em pleno andamento.
Tudo acontece, por enquanto, longe dos olhos da opinião pública. O momento é de estruturação das campanhas e de negociações entre os partidos.
Nas cidades médias e grandes, as pessoas demoram a se interessar pela eleição de prefeitos e vereadores. Ela motiva menos que a escolha de presidente e governador.
Nas menores, o inverso tende a ser verdadeiro. Os eleitores se envolvem e participam, conhecem os candidatos e sabem de que lado estão, quem são suas famílias, o que fazem na vida. As campanhas são parte do cotidiano, começam cedo e feitas olho no olho.
Nas capitais, o engajamento costuma ser pequeno e tardio, o que leva a que, até perto do dia da votação, a indecisão permaneça elevada. A informação a respeito dos candidatos só aumenta no final, depois que começa a propaganda eleitoral na televisão e no rádio.
Isso se reflete nas pesquisas. Como as que estão sendo feitas para as eleições deste ano.
De norte a sul, quem lidera são, tipicamente, políticos conhecidos: ex-governadores, ex-prefeitos (e alguns dos atuais que buscam a reeleição), radialistas, comunicadores.
Desses, há os que são apenas “bons de largada” – candidatos que despontam nas primeiras pesquisas, mas que não conseguem se consolidar à medida que o processo eleitoral avança. Falta-lhes condição “de chegada”.
Estar na frente, agora, nem sempre significa favoritismo efetivo.
* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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