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Pouco depois de militantes do Hamas fazerem reféns durante seu ataque mortal ao sul de Israel [1] em 7 de outubro, o governo do Catar [2] contatou a Casa Branca com um pedido: forme uma pequena equipe de conselheiros para ajudar nos trabalhos para libertar os capturados.
O trabalho, iniciado dias após a tomada dos reféns, finalmente deu frutos com o anúncio de um acordo de troca de prisioneiros. Tudo foi mediado pelo Catar e pelo Egito [3], sendo aprovado por Israel, pelo Hamas e pelos Estados Unidos [4].
O esforço secreto incluiu um tenso envolvimento diplomático pessoal do presidente dos EUA, Joe Biden, que manteve uma série de conversas urgentes com o emir do Catar e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nas semanas que antecederam o acordo.
Os trabalhos também envolveram horas de negociações meticulosas, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, o diretor da CIA, Bill Burns, entre outras autoridades norte-americanas.
Duas autoridades envolvidas no esforço forneceram detalhes do trabalho que levou a um acordo segundo o qual 50 reféns serão libertados em troca de 150 prisioneiros palestinos, durante uma pausa de quatro dias nos combates.
Mediação
Pouco depois de 7 de outubro, o Catar – um mediador de longa data numa região volátil – abordou a Casa Branca com informações sensíveis sobre os reféns e o potencial para a sua libertação, disseram as autoridades. Os catarianos pediram que fosse criada uma pequena equipe, que chamaram de “célula”, para trabalhar a questão em particular com os israelenses.
Sullivan instruiu o enviado dos EUA no Oriente Médio, Brett McGurk, e outro funcionário do Conselho de Segurança Nacional a estabelecer a equipe. Isso foi feito sem avisar outras agências relevantes dos EUA porque Catar e Israel exigiram extremo sigilo, com apenas algumas pessoas informadas, disseram as autoridades.
McGurk, um diplomata experiente com profundo conhecimento no Oriente Médio, mantinha ligações matinais diárias com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani. Tudo era relatado a Sullivan, e Biden foi informado diariamente sobre o processo.
Biden teve uma visão do que as vítimas do ataque do Hamas sofreram quando realizou uma longa e emocionante reunião, em 13 de outubro, com as famílias de norte-americanos que estavam sendo mantidos como reféns ou estavam desaparecidos.
Dias depois, Biden viajou para Tel Aviv para conversar com Netanyahu, em 18 de outubro. O presidente norte-americano disse que garantir a libertação dos reféns era um foco central das suas discussões com Netanyahu e o seu gabinete de guerra, bem como da assistência humanitária.
Cinco dias depois, em 23 de outubro, o trabalho da equipe da Casa Branca ajudou a libertar duas reféns norte-americanas, Natalie e Judith Raanan.