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A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) compartilhou com a CPI dos Atos Golpistas, que investiga os ataques de 8 de janeiro, 11 relatórios de inteligência que descrevem as diversas frentes de organização da invasão dos prédios dos Três Poderes.
A TV Globo teve acesso à integra dos 11 documentos, entregues à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista em 21 de junho, que são um roteiro da tentativa de golpe.
Nos relatórios, o órgão rastreia os suspeitos de financiar e divulgar os atos, além de indicar como eles se organizaram por meio das redes sociais e o plano orquestrado de ataque a torres de energia e sistemas de controle.
Os relatórios são divididos da seguinte forma:
- Empresários que contrataram ônibus fretados para transportar os golpistas [1]
- Envolvimento de empresários do garimpo no financiamento dos atos [2]
- Empresas transportadoras que deram suporte às ações violentas [3]
- Ameaças de novas ações violentas como identificação de explosivos em locais públicos e sabotagem de sistemas de controle industriais [4]
- Ataques a torres de linhas de transmissão de energia com objetivo de causar prejuízo no abastecimento [5]
- Influenciador digital que participava de grupos extremistas em redes sociais com convocações para os atos golpistas [6]
- Participante de atos extremistas que auxiliou bolsonaristas a saírem do DF [7]
- Intensificação da atuação de extremistas violentos de direita [8]
- Mapeamento dos presos e foragidos no 8 de janeiro [9]
- Identificação de grupo extremista violento em Brasília que poderia ameaçar a posse do presidente Lula [10]
- Empresários do agronegócio que patrocinaram os ataques de 8 de janeiro e articularam anteriormente diversos atos por intervenção militar e em apoio a Bolsonaro [11]
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Foto reproduzida da Internet