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O fundador do WikiLeaks [1], Julian Assange [2], deixou a prisão no Reino Unido nesta segunda-feira (24) após chegar a um acordo [3] com a Justiça dos Estados Unidos [4] para se declarar culpado em acusações de espionagem. “Julian Assange está livre”,anunciou o WikiLeaks em publicação no X (antigo Twitter).
Assange deixou a prisão de segurança máxima Belmarsh, em Londres [5], na manhã desta segunda e às 13h (horário de Brasília) pegou um avião para sair do Reino Unido [6]. Sua soltura foi tornada pública na noite desta segunda, com a divulgação dos documentos da justiça americana.
Entenda o passo a passo do acordo:
Declaração de culpado
Como parte do acordo, Assange vai se declarar culpado por violar a lei de espionagem dos EUA, segundo documento emitido pela Justiça dos EUA. Ele assumirá uma acusação criminal — de conspiração para obter e divulgar documentos classificados de defesa nacional dos EUA.
Quando será a audiência?
A audiência será nas Ilhas Marianas do Norte, arquipélago na Micronésia de 50 mil habitantes, às 20h desta terça-feira (25) no horário de Brasília.
Segundo a Justiça americana, a audiência será feita nas Ilhas Marianas do Norte por conta da proximidade das ilhas com a Austrália [7], país de Assange, e porque ele não quis viajar aos EUA.
A audiência pode ser realizada lá porque os americanos têm um Tribunal Distrital nas Ilhas Marianas, que são um “estado livremente associado” aos EUA.
Ele será condenado à prisão?
Sim. Segundo a Justiça americana, na audiência o fundador do WikiLeaks deve ser sentenciado a 62 meses de prisão.
Então por que ele será solto?
Pelo tempo que ele já cumpriu mais que 62 meses de prisão no Reino Unido.
O que acontecerá depois?
Após se declarar culpado e passar pela audiência, Assange estará oficialmente liberado e espera-se que ele volte para a Austrália, país do qual é cidadão.
Os EUA queriam julgar Assange por vazar 700 mil documentos confidenciais desde 2010 sobre as atividades militares e diplomáticas americanas, principalmente no Iraque e Afeganistão. Caso fosse extraditado para os EUA, ele poderia ser condenado a até 175 anos de prisão.
Foto reproduzida da Internet