Ela é a primeira mulher a assumir a Presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Para além da questão do gênero, a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, 58, que conduzirá, sob a vigência da Lei da Ficha Limpa, as eleições municipais em 5.564 municípios brasileiros, tomará posse hoje, numa solenidade rápida e austera. Num ano eleitoral em que o caso do mensalão deve entrar na pauta do STF (Supremo Tribunal Federal ), o acúmulo de funções não assusta a magistrada: frequenta poucos eventos sociais e trabalha 16 horas por dia. Entre um tribunal e outro, Cármen Lúcia garante: estará habilitada a julgar o mensalão assim que pautado pela Presidência do STF.
Entre os desafios e prioridades administrativas de sua gestão estão a implantação do processo eletrônico na Justiça Eleitoral e a continuidade da implantação da biometria, além de dar a maior celeridade possível aos julgamentos dos candidatos atingidos pela Ficha Limpa, evitando situações de insegurança jurídica. Há ainda a análise, caso a caso, do uso das novas mídias nas campanhas políticas.
– Não se pode permitir, num estado de direito, que haja espaço para qualquer pessoa sentir-se livre para atingir a reputação do outro, até mesmo interferindo na eleição de um candidato. Também não se pode judicializar toda manifestação livre dos cidadãos que fazem uso dessas novas ferramentas, considera. (Correio Braziliense)