Está no Correio Braziliense
Após o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, garantir que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seria “em linha com 2013”, de 2,3%, a instituição voltou atrás e divulgou esta quinta-feira (27/3) que projeta crescimento econômico de apenas 2% no ano.
A nova estimativa consta do Relatório Trimestral de Inflação, documento que consta diversas análises e projeções para a economia brasileira e mundial. Mesmo a nova estimativa do BC ainda está distante do que espera o mercado financeiro, que aposta numa expansão do PIB de apenas 1,7% este ano. O número é ainda menor se levado em conta as projeções de bancos especializados, que apontam para um crescimento menor que 1,5%.
Parte da revisão para baixo do desempenho do PIB se deve à menor projeção para o consumo das famílias, que vinha sendo o principal motor do crescimento econômico nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. Após registrar alta de 2,3% em 2013, o consumo das famílias deve desacelerar para 2%, a mesma projeção para o PIB. O BC disse que a estimativa se ampara “no cenário de manutenção das baixas taxas de desemprego e de ganhos reais de salários moderados”.
O que não deve diminuir, no entanto, é o consumo do governo, que deverá crescer 2,1% este ano, portanto acima do PIB, e mais forte que o crescimento registrado em 2013, de 19%.
Ladeira abaixo
A maior surpresa do documento diz respeito aos investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Após crescerem 6,3% em 2013, os investimentos devem avançar apenas 1,0% este ano. “Cabe notar que a perspectiva de desaceleração na FBCF em 2014 reflete, em parte, o carregamento estatístico do último trimestre de 2013”, explicou o BC.