por Carlos Alberto Barbosa
Em meio a divulgação do relatório final da CPI do Crime Organizado, onde o maior escândalo econômico do país foi também investigado – me refiro ao Banco Master -, onde nomes de políticos e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) são citados, o epíteto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sequer foi lembrado, embora os bolsonaristas insistam em dizer que Lula é “ladrão”, sem provas do que dizem.
As conclusões da CPI e o relatório final — desde que aprovados pela maioria dos integrantes do colegiado — devem ser enviadas ao Ministério Público Federal. É a PGR que analisa e decide se deve fazer uma denúncia ao STF contra os investigados.
Fato é que Lula continua incólume a qualquer tipo de escândalo que possa atingir o seu projeto de reeleição, por mais que as oposições insistam em tentar enlamear o seu nome e o seu governo, e por mais que tentassem incriminar Lulinha, o filho do presidente. Aliás, sobre isso Lula já tinha dito que se seu filho estivesse envolvido em qualquer falcatrua deveria ser investigado.
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) ressalta que a CPI foi alvo de “flagrante limitação de recursos”, agravada pelas “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados a figuras imponentes da República” começaram a ser investigadas.
Contudo, e certamente, o presidente Lula não foi objeto de investigações, até porque em nenhum momento dos vazamentos das apurações apareceu o nome do petista. Do contrário os bolsonaristas de carteirinha teriam explorado isso.
O relatório afirma que crimes de responsabilidade são atos cometidos por presidentes, ministros, governadores e secretários, prefeitos e vereadores que ameacem a Constituição, a União, o funcionamento dos Poderes, os direitos políticos e a segurança interna, entre outros. A sanção é política, podendo resultar na perda do cargo ou na inelegibilidade. E aí, volto a afirmar, o presidente Lula saiu incólume desta CPI, quer os adversários queiram ou não.
Foto reproduzida da Internet