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Bolsonaro se confundiu, diz Witzel sobre acusação de troca de favores

Está no Brasil 247

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel negou veementemente ter dito a Jair Bolsonaro que resolveria o caso de “rachadinha” envolvendo Flávio Bolsonaro em troca de uma nomeação para o Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação foi feita por Bolsonaro durante uma conversa com Alexandre Ramagem, então diretor da Abin, e o general Augusto Heleno, chefe do GSI. O áudio dessa conversa foi obtido pela Polícia Federal e teve seu sigilo levantado pelo ministro Alexandre de Moraes. As informações são da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo [1]

Na gravação, Bolsonaro afirma ter encontrado Witzel no ano anterior e menciona que Witzel teria dito: “Resolvo o caso do Flávio. Me dá uma vaga no Supremo.” Bolsonaro também sugere que Witzel pretendia nomear o juiz Flavio Itabaiana para essa vaga. O general Heleno respondeu comentando sobre “sede de poder”, reforçado por Bolsonaro. Witzel, no entanto, negou qualquer relação pessoal ou profissional com o juiz Itabaiana e declarou que Bolsonaro deve ter se confundido devido a suas inúmeras preocupações ou por acreditar que Witzel faria o que se verifica atualmente com a Abin e a Polícia Federal.

“Nunca mantive qualquer relação pessoal ou profissional com o juiz Flavio Itabaiana e jamais ofereci qualquer tipo de ‘auxílio’ a qualquer um durante meu governo”, afirmou Witzel. “O presidente Jair Bolsonaro deve ter se confundido e não foi a primeira vez que mencionou conversas que nunca tivemos, seja por confusão mental, diante de suas inúmeras preocupações, seja por acreditar que eu faria o que hoje se está verificando com a Abin e Polícia Federal”

O áudio, supostamente gravado por Ramagem, foi mencionado em uma representação da Polícia Federal na investigação sobre a “Abin paralela” no governo de Bolsonaro. A reunião ocorreu em 25 de agosto de 2020 e contou com a participação das advogadas de Flávio Bolsonaro, Luciana Pires e Juliana Bierrenbach. Recentemente, uma operação prendeu agentes que trabalhavam diretamente para Ramagem, agora deputado federal e pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro. Ramagem negou qualquer interferência para ajudar Flávio Bolsonaro no caso de “rachadinha”, afirmando que a questão foi resolvida exclusivamente na instância judicial.

Foto reproduzida da Internet

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