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O governo federal decidiu antecipar para a segunda quinzena de outubro, em vez de novembro, o primeiro leilão de petróleo do pré-sal sob o novo regime de partilha. Será oferecida a área de Libra, na Bacia de Santos, que, segundo estimativas recém-concluídas, pode ter reservas entre oito bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo equivalente. Será a maior reserva já ofertada em um único leilão em todo o mundo. A decisão de antecipar o leilão ocorreu devido ao enorme potencial de Libra. Se confirmadas, as reservas de petróleo da área equivalem a 80% de todas as reservas provadas de petróleo do Brasil (15 bilhões de barris).
O petróleo em Libra é leve, considerado de ótima qualidade. Fontes do governo estimam que o leilão poderá render até R$ 9 bilhões em bônus de assinatura, três vezes mais do que os R$ 2,8 bilhões arrecadados na 11ª Rodada de Licitação de Petróleo e Gás, realizada na semana passada, e que foi considerada um sucesso.
Os investimentos no desenvolvimento de Libra podem variar entre US$ 250 bilhões até US$ 500 bilhões no longo prazo, segundo fontes do mercado. O anúncio da nova data do leilão foi feito ontem pela diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard. Pela magnitude das reservas a serem ofertadas, ficou decidido que o leilão será em Brasília, com a presença da presidente Dilma Rousseff. – Esse volume em Libra é completamente singular e inimaginável. Acredito que só empresas de grande porte participarão do leilão, incluindo as asiáticas – destacou Magda.