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O Brasil teve 968 novas mortes registradas em razão do novo coronavírus [1] em 24 horas, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa [2] junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, são 50.058 óbitos pela Covid-19 até este sábado (20) no país. Veja os dados, consolidados às 20h:
- 50.058 mortes; eram 49.094 até as 20h de sexta (19), uma diferença de 968 óbitos
- 1.070.139 casos confirmados; eram 1.039.167 até a noite de sexta, ou seja, houve 30.972 novos casos
Apenas Rondônia não divulgou os dados a tempo de entrar no balanço.
Depois de quatro dias consecutivos com 1,2 mil mortos por dia, o Brasil voltou a registrar menos de 1 mil óbitos em 24 horas.
Os dados divulgados neste sábado (20) foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar de forma colaborativa desde o dia 8 para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.
O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.
Consórcio de veículos de imprensa
A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa [3].
Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro [4], em tom de deboche, ao comentar a mudança.
A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da quinta-feira (4). Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo [5]. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.
Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.
No domingo (7), o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes [6], divulgados no intervalo de poucas horas.
Apenas na terça (9) o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF [7].
Neste sábado (20), o órgão publicou um novo balanço [8]. Segundo a pasta, houve 1.022 novos óbitos e 34.666 novos casos, somando 49.976 mortes e 1.067.579 casos desde o começo da pandemia – números menores que os apurados pelo consórcio.