Antes de ser acusado formalmente por assédio sexual contra uma funcionária, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, ofereceu um acordo de R$ 12 milhões para que ela não divulgasse as gravações e negasse as acusações. A secretária, porém, recusou a proposta. A informação é do jornal O Globo [1].
O programa Fantástico mostrou trechos de um dos áudios [2] que estão na denúncia entregue à Comissão de Ética da CBF. Neles, Caboclo faz comentários de cunho pessoal e humilha a funcionária de várias maneiras.
A funcionária foi orientada por advogados a gravar as conversas mantidas com Caboclo sempre que ficasse a sós com ele. Pouco antes do escândalo vir à tona, em abril, ela se afastou do cargo e entrou em licença médica.
Na sexta-feira (4), a funcionária entregou um documento de 12 páginas usado como base pela Comissão de Ética da entidade que resultou no afastamento temporário de Rogério Caboclo [3].
No documento, ela pede que Caboclo seja investigado e punido, além de solicitar seu retorno às funções que exercia como secretária da CBF, no Rio de Janeiro.