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A cúpula da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, aguarda com expectativa a adoção de novas medidas punitivas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por parte do governo dos Estados Unidos. A projeção de novos desdobramentos ocorre após a gestão do presidente norte-americano, Donald Trump, prorrogar tarifas de 50% sobre produtos oriundos do Brasil, relata Valdo Cruz, do G1 [1].
O grupo político ligado ao parlamentar também não descarta a possibilidade de que, ao longo dos próximos dias, as ações norte-americanas sejam estendidas a outras autoridades do Poder Judiciário e a integrantes do governo do presidente Lula (PT).
Na terça-feira (28), a administração Trump formalizou a prorrogação por mais um ano — com efeito a partir de 30 de julho — das sanções impostas ao Brasil com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, baixadas na mesma data no ano de 2025. Ao aplicar a medida no ano passado, o governo dos EUA justificou a decisão alegando que o Brasil promovia uma suposta perseguição política contra Jair Bolsonaro (PL) – preso após condenação do STF por tentativa de golpe de Estado – e praticava censura em redes sociais, aplicando, na ocasião, uma tarifa de 40% sobre a importação de produtos brasileiros.
Contudo, a renovação anunciada nesta terça-feira não produz efeitos práticos de caráter imediato quanto às tarifas, uma vez que a Suprema Corte americana derrubou o aumento tributário por entender que a legislação utilizada não conferia tais poderes ao presidente dos Estados Unidos.
Apesar da restrição tarifária, o movimento abre uma brecha estratégica para a imposição de sanções políticas e econômicas de caráter individual contra autoridades brasileiras, incluindo a reinclusão de Alexandre de Moraes na lista da Lei Magnitsky. O dispositivo legal dos EUA, criado em 2012 e ampliado globalmente em 2016, autoriza punições a cidadãos estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações dos direitos humanos, prevendo medidas como o bloqueio de bens em território norte-americano, restrições financeiras e a proibição de entrada no país.
A sanção contra Moraes já havia sido aplicada anteriormente, mas acabou revogada após um período de aproximação diplomática entre os presidentes Lula e Donald Trump, momento em que ambos declararam ter alcançado um diálogo positivo. No entanto, o cenário diplomático mudou com a imposição de novas tarifas por parte de Washington e a prorrogação das sanções.
Nos bastidores, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro vinha intensificando articulações junto a aliados na administração Trump para pressionar por novas punições contra o ministro do STF. A movimentação ganhou força após Moraes proibir Flávio Bolsonaro de se reunir com Jair Bolsonaro. O veto do magistrado ocorreu depois que o senador leu publicamente uma carta de apoio do ex-presidente à sua pré-candidatura, violando medidas cautelares impostas para o cumprimento de prisão domiciliar de Bolsonaro.
A pressão por sanções se insere ainda em meio a discussões internas na equipe de Trump sobre como reagir à decisão do governo brasileiro de vetar o visto de entrada para dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA. De acordo com informações do jornal Washington Post, esses agentes viriam ao Brasil em uma missão destinada a minar a integridade do sistema eleitoral do país.
Foto reproduzida da Internet
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