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Carlos Eduardo Alves tira “carta de seguro”

O prefeito de Natal (RN) Carlos Eduardo Alves (PSB), começa a tirar a sua “carta de seguro” visando o seu futuro político. Além de já ter conversado com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), sobre a possibilidade de vir apoiar Hermano Morais, candidato do partido à sua sucessão, e obter o apoio dos peemedebistas para o seu projeto político de chegar ao governo do estado, ele também costura a possibilidade de ser o candidato do PSB à sucessão de Wilma de Faria.

O Blog obteve a informação de que Carlos Eduardo Alves também manteve uma conversa reservada com o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), sobre a possibilidade dele [Carlos] vir a ser o candidato socialista ao governo em 2010. Os dois entendem que o candidato deve sair dos quadros do PSB. Mas, aí se for mantida o instituto da reeleição, dificilmente Iberê vai deixar escapar a chance de ser o candidato.

Daí Carlos Eduardo vir trabalhando as várias alternativas. Não à toa que vem costurando uma aliança do PMDB com o PT. Todos sabem que o nome da deputada Fátima Bezerra é o preferido do prefeito para apoiar à sua sucessão. Mas diante do grande índice de rejeição que a parlamentar enfrenta e somado à sua derrota dentro do seu próprio partido, o que de certa forma fragilizou à sua pré-candidatura, a alternativa seria o nome da secretária municipal de Planejamento e Finanças, Virgínia Ferreira. Como Virgínia é uma técnica e não uma política, e por isso tem pouca densidade eleitoral, a costura agora é no sentido dela vir a ser a vice numa chapa encabeçada pelo vereador peemedebista. Aliás, hipótese essa levantada desde setembro pelo Blog.

Ninguém se iluda, o prefeito Carlos Eduardo Alves já vem tratando da sua sucessão há muito tempo. Essa história de que só fala em 2008 a partir de maio é balela. Ele já vem falando não só de 2008, mas como também de 2010, com já tivemos oportunidade de dizer aqui neste espaço. Claro, entre quatro paredes, e de preferência bem longe de Natal. Agora, só vai se pronunciar oficialmente a partir de maio, talvez junho, mês das convenções partidárias para o lançamento oficial das candidaturas.

Mas o prefeito sabe também que qualquer compromisso para 2010 agora é precipitação. Ninguém pode garantir a Carlos Eduardo Alves que nas eleições para o governo do estado ele será o candidato preferencial. A política é muito dinâmica. Os adversários de hoje podem ser os aliados de amanhã. Então, como acreditar que um compromisso firmado dois anos antes do pleito seja cumprido até lá? Na verdade, Carlos Eduardo Alves está analisando qual seria o melhor caminho a seguir, sem deixar o seu projeto político de lado e com a perspectiva de lealdade do candidato que vier a apoiar à sua sucessão.

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