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A Polícia Federal (PF) deve realizar nesta semana uma nova rodada de depoimentos no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, a empresa Tirreno e o Banco Regional de Brasília (BRB).
Segundo a CNN Brasil [1], entre os convocados para prestar esclarecimentos estão Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga Lima” e ex-sócio do Banco Master, além de um ex-diretor do BRB. A expectativa é que pelo menos cinco interrogatórios sejam realizados nos próximos dias, em uma etapa considerada relevante para o avanço das investigações.
Ex-sócio do Master é considerado peça-chave
O depoimento de Augusto Lima é tratado pelos investigadores como um dos mais importantes desta fase da apuração. Seu nome aparece em uma das principais frentes de investigação que buscam esclarecer as conexões entre o Banco Master, a Tirreno, a Cartus e o BRB.
Lima já havia sido intimado para depor em janeiro deste ano. Na ocasião, entretanto, a audiência foi cancelada após sua defesa informar que ele permaneceria em silêncio caso não tivesse acesso integral aos autos e às provas reunidas pela Polícia Federal. Augusto Lima chegou a ser preso durante a primeira fase da operação da Polícia Federal, deflagrada em novembro do ano passado, mas foi posteriormente colocado em liberdade.
Além de Augusto Lima e de um ex-diretor financeiro do Banco Master, a PF também pretende ouvir representantes da empresa Tirreno. Segundo a investigação, a companhia teria sido utilizada em operações relacionadas a supostos esquemas de fraude e simulação de ativos financeiros que movimentaram bilhões de reais.
Funcionários do BRB também serão ouvidos
A PF ainda pretende ouvir funcionários e ex-funcionários do Banco Regional de Brasília que tiveram participação ou conhecimento das operações financeiras analisadas no inquérito. O objetivo é aprofundar o entendimento sobre a estrutura das transações investigadas e identificar eventuais responsabilidades dos envolvidos.
Ex-presidente do BRB relatou cobrança a Vorcaro
Em depoimento prestado à Polícia Federal em janeiro deste ano, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou ter cobrado diretamente Daniel Vorcaro por informações relacionadas à empresa Tirreno após dificuldades encontradas pelas áreas técnicas do banco.
“Quando a gente começa a perceber que as áreas operacionais estão tendo dificuldade de obter acesso às informações, como executivo, me cabe escalar e cobrar pessoas num nível mais alto. Então, no caso concreto, quando a gerência de sessão, quando a superintendência de sessão, quando a diretoria financeira começa a ter dificuldade, a minha cobrança é direta no presidente do outro banco”, declarou.
PF discutirá futuro da delação de Vorcaro
Além dos depoimentos programados, a Polícia Federal deverá se reunir nesta semana com a defesa de Daniel Vorcaro para discutir os próximos passos de sua proposta de delação premiada. A eventual continuidade das negociações poderá ter impacto significativo sobre os rumos da investigação e abrir novas linhas de apuração relacionadas ao caso Master.
Foto reproduzida da Internet